Guerra comercial

China: Dependência é mútua no mundo globalizado

Fotografia: REUTERS/Jason Lee
Fotografia: REUTERS/Jason Lee

A vice-ministra do Comércio da China considerou que, num contexto de globalização "todos dependem uns dos outros"

A vice-ministra do Comércio da China considerou que, num contexto de globalização “todos dependem uns dos outros”, insistindo que a China está de “braços abertos às importações” e destacando o “aumento significativo” do comércio com os países de língua portuguesa.

“A porta da China está aberta e não vamos abrandar esse desenvolvimento devido a algum protecionismo ou unilateralismo, vamos continuar com os braços abertos às importações declarou Gao Yan, que veio a Portugal para participar num Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países da Língua Portuguesa (PLP).

O encontro, que conta com a participação de uma comitiva com cerca de 70 empresas chinesas de vários setores, começou na quinta-feira em Lisboa e prolonga-se hoje com uma visita ao porto de Sines.

A dirigente chinesa salientou que a abertura visa corresponder “às necessidades do povo chinês que procura uma boa vida, uma vida estável”, mas é também uma “boa oportunidade para o mercado internacional porque a China quer “ter mais importações”.

“Estamos de mãos abertas para receber produtos e serviços de qualidade dos países de língua portuguesa”, destacou a mesma responsável, apelando à participação dos empresários dos PLP.

Gao Yan afirmou que a crise financeira implicou algum abrandamento nas trocas comerciais, mas acrescentou que, a partir de 2016, começou a recuperar, mantendo atualmente um ritmo estável no comércio com os PLP.

“Estamos confiantes quanto a perspetiva de evolução nas trocas de comércio externo entre China e PLP”, continuou, destacando o papel de Macau e a sua “posição insubstituível” como plataforma de ligação entre a China e os PLP e na concretização do princípio “um país, dois sistemas”, que passou a ser aplicado depois da reunificação da antiga colónia portuguesa com a China.

A vice-ministra realçou igualmente a importância do Fórum Macau, que foi criado há 15 anos, salientando que, neste período as trocas comerciais entre a China e os PLP aumentaram 11 vezes e as áreas de cooperação passaram de sete para 20.

“Sempre tivemos uma relação boa com os PLP no âmbito económico e estamos no bom caminho para continuar este nível de cooperação”, resumiu Gao Yan.

O Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau), foi criado em outubro de 2003 pelo governo chinês.

É um mecanismo multilateral de cooperação intergovernamental onde participam Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe, tem como objetivo a consolidação do intercâmbio económico e comercial entre a China e os PLP, utilizando Macau como plataforma de ligação entre estes países.

Gao Yan adiantou que o Fórum iniciou um trabalho de avaliação do desempenho e perspetivas de avaliação deste mecanismo, prevendo-se que o relatório esteja concluído ainda este ano.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Teste - Redação DV

Liberdade e sustentabilidade dos media, com ou sem apoio do governo?

Regime dos residentes não habituais garante isenção de IRS a quem recebe pensões do estrangeiro.
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

Primeiros 18 residentes não habituais prestes a perder benefício

Salvador de Mello, CEO do grupo CUF (Artur Machado/Global Imagens)

CUF vai formar alunos médicos de universidade pública

Outros conteúdos GMG
China: Dependência é mútua no mundo globalizado