Depois da eletricidade, a água: Autarcas do PSD/CDS nomeados para a Águas de Portugal

Depois da eletricidade, as águas. O Governo nomeou dois políticos
ligados aos partidos da maioria para lugares de topo numa empresa
pública. No caso os autarcas Manuel Frexes (PSD) e Álvaro Castelo
Branco (CDS) e a administração da Águas de Portugal. O PS afirma
que a “avalanche de nomeações” deixa em causa “a
credibilidade do primeiro-ministro”.

Frexes, presidente da Câmara do Fundão, e Castelo Branco, “vice”
de Rui Rio na autarquia do Porto, juntam-se a Manuel Fernandes
Thomaz, presidente da Águas de Aveiro, e Gonçalo Martins Barata,
financeiro, no órgão de cúpula da empresa que vai ser presidida
por Afonso Lobato Faria, antigo diretor da EFACEC.

A lista de nomeações foi conhecida ao início da noite de ontem
num comunicado do Ministério da Agricultura. O ministério de
Assunção Cristas espera de ambos os autarcas “um forte
contributo, na medida em que o relacionamento com os municípios será
determinante para o bom sucesso da restruturação nas águas”.

O mesmo comunicado acrescenta que Manuel Frexes – presidente dos
Autarcas Sociais-Democratas – “leva para a empresa a
sensibilidade das autarquias, nomeadamente as do interior” que
acumulam dívidas à AdP. Em contraponto, Castelo Branco transporta
“a visão de um grande município do litoral”.

O Governo, lê-se ainda, ambiciona alcançar a “restruturação
financeira da empresa e a sustentabilidade do setor das águas”
com a nova equipa que “conjuga diferentes experiências
profissionais e diferentes gerações.”

A notícia, na ressaca das nomeações de outras figuras do PSD e
do CDS para os órgãos sociais da EDP (ver pág. 36), mereceu
críticas imediatas do PS. O porta-voz dos socialistas, João
Ribeiro, afirmou: “O país assiste incrédulo à fúria
desnorteada das clientelas do PSD e do PP pelos lugares públicos.
[…] É uma avalanche de indicações e nomeações que desautorizam
e desmentem, diariamente, o primeiro-ministro.”

“E, das duas, uma. Ou há um problema de autoridade ou há um
problema de promessas quebradas. Se é um problema de autoridade
então o Governo está com uma liderança hipotecada a pequenas
clientelas partidárias. Se é um problema de promessas quebradas
então está em causa a própria credibilidade do PM. Em qualquer
caso estamos perante uma situação muito grave,” acrescentou.

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