Depois de alugar ilhas, Grécia vende embaixadas e consulados

Grécia regressou hoje ao mercado
Grécia regressou hoje ao mercado

O Governo grego está a dar o tudo por tudo para conseguir ganhar tempo e dinheiro. E enquanto a decisão da troika em relação à próxima tranche de ajuda financeira não chega, o Governo vai desfazer-se de edifícios detidos pelo Estado em vários países do mundo: embaixadas, consulados, escritórios e casas.

Segundo o Kathimerini, o Governo grego está a planear vender alguns edifícios que servem de ponte entre a Grécia e outros países como forma de tentar reduzir as despesas do Estado. Entre os edifícios estará a residência do cônsul em Londres, um edifício Victoriano com mais de 100 anos e o segundo maior investimento do país no estrangeiro, bem como também estarão em causa edifícios em Bruxelas e Belgrado.

Gregory Delavekouras, porta-voz do ministério dos negócios estrangeiros, confirmou ao jornal The Guardian que o plano está a ser traçado mas que os potenciais compradores terão de aguardar até que seja revelada uma lista dos edifícios em questão. Esta lista só surgirá depois de serem analisadas as condições dos mercados.

Segundo disse também, “existe uma decisão para dar uso às propriedades que por alguma razão não estão a ser utilizadas. Ainda assim referiu mais uma vez que ainda “não foi tomada nenhuma decisão sobre o método e eu não posso dizer quais os edifícios vagos”.

Dar maior utilização aos bens detidos pelo Estado parece ser a técnica de Antonis Samaras para tentar colmatar aos poucos as falhas da economia. No início deste mês, o Governo grego adiantou que 40 ilhas inabitadas iriam ser arrendadas a particulares.

O objetivo seria reduzir o défice e arrecadar para o país cerca de 50 mil milhões de euros até 2020. A venda dos edifícios também entra para este cálculo, uma vez que os gastos com imóveis no estrangeiro ocupa quase metade deste valor.

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