Banco de Portugal

Crédito à habitação cai 3,9% em julho

Fotografia: Vítor Cupertino
Fotografia: Vítor Cupertino

Apesar da ligeira melhoria em cadeia o crédito à habitação e a empresas seguiu em sentido inverso com o resto da Europa.

Os créditos a empresas e particulares registaram uma desaceleração da tendência de queda em julho face ao mês anterior mas relativamente ao mesmo mês de 2015 a redução foi acima de 2%, em sentido inverso do resto da Europa, segundo divulgado pelo Banco de Portugal.

Os créditos à habitação registaram uma queda de 2,9% face ao ano anterior, uma melhoria ligeira em cadeia, quando registaram uma queda de 3% em junho. Ainda assim, quer no crédito à habitação quer no crédito a empresas registou-se uma ligeira melhoria. Os créditos concedidos a sociedades não financeiras a redução foi de 2,2% em julho face ao ano anterior e de 2,5% em cadeia.

A” evolução das taxas de variação anual em Portugal contrasta com a observada na área do euro, onde se registaram variações positivas em ambos os segmentos: 1,3% nos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras e 2,2% nos empréstimos para habitação”, explica o Banco de Portugal. No primeiro caso, o diferencial nas tva foi de 3,5 pontos percentuais em julho, representando um decréscimo de 0,3 pontos percentuais relativamente ao mês anterior. Nos empréstimos
para habitação o diferencial manteve-se em 5,1 pontos percentuais..

 

Já as taxas de juro de novos empréstimos para empresas registaram um aumento face ao mês anterior. A taxa de juro média foi de 3,14%, o que representa um aumento de 20 pontos base.

“A variação positiva das taxas de juro foi observada quer nas operações superiores a 1 milhão de euros quer nas operações inferiores a 1 milhão de euros, com as taxas de juro médias a passarem, respetivamente, de 2,35% para 2,69% e de 3,33% para 3,45%”, especifica o Banco de Portugal.

Já nos particulares as taxas de juro para habitação foram de 1,94% e para consumo foram de 7,5%. A taxa de juro média para outros fins foi de 3,8%.

Os volumes de novas operações para as finalidades de habitação e consumo ascenderam a 485 milhões de euros e a 299 milhões de euros, respetivamente”, segundo o relatório do Banco de Portugal.

 

 

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