Função Pública

Descongelamento das carreiras beneficiou mais os enfermeiros

Enfermeiros foram dos mais contestatários nos últimos anos. 
(FOTO: Pedro Granadeiro/GI)
Enfermeiros foram dos mais contestatários nos últimos anos. (FOTO: Pedro Granadeiro/GI)

Em 2018, o Estado ganhou 15 mil funcionários. Passagem do Hospital de Braga para a esfera pública pesou no aumento de pessoal.

Os enfermeiros e técnicos de diagnóstico e de terapêutica foram os que sentiram maior diferença nos salários devido ao descongelamento das carreiras iniciado em 2018. “O impacto [do descongelamento] teve maior efeito nas carreiras de enfermeiro e de técnico de diagnóstico e terapêutica, com variação positiva em relação a outubro de 2018 de 7,8% e 5,9%, respetivamente”, refere a síntese do emprego público divulgada ontem pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).

De acordo com os dados das remunerações referentes ao mês de outubro, um enfermeiro tinha um salário base médio que rondava os 1430 euros por mês. Um ano antes o valor era de 1327 euros, ou seja, uma diferença de 103 euros.

Já no caso dos técnicos de diagnóstico e terapêutica, o aumento é mais modesto, mas merece igualmente destaque por parte da DGAEP. No final de outubro do ano passado, estes profissionais tinham um salário base que rondava os 1295 euros por mês. No mesmo mês de 2018, a remuneração pouco passava dos 1223 euros, uma diferença de 72 euros.

O aumento homólogo verificado nestas duas categorias profissionais ficou muito acima da média do total da administração, pública que se fixou nos 2,2%.

Mais 111 euros
Em outubro do ano passado, a remuneração base média mensal dos funcionários públicos era de 1501 euros, representando um aumento de 2,2% (ou 32,4 euros) face ao mesmo mês de 2018. Claro que este valor médio abrange um leque de salários que vai dos mais baixos (os assistentes operacionais ganham 681,5 euros) até aos mais elevados (dos magistrados com uma remuneração base de 4 930 euros).

Fazendo uma análise desde o final da crise financeira, os funcionários públicos tiveram um acréscimo de 8% na remuneração base mensal, ou seja, mais 111 euros, passando de 1390 euros em outubro de 2014 para 1501 euros no mesmo mês do ano passado. Uma evolução que está também relacionada com o aumento do salário mínimo.

E mais 15 mil funcionários
O Estado terminou o ano passado com 698 522 funcionários. É um acréscimo de 2,2% face a dezembro de 2018, correspondendo a mais 15 305 trabalhadores na Administração Pública.
“O aumento de emprego concentra-se essencialmente na Saúde e Educação. No caso do Serviço Nacional de Saúde, o aumento decorre em parte da integração do Hospital de Braga no universo das entidades das administrações públicas (mais de 2869 postos de trabalho), refere a DGAEP.

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