Desemprego de longa duração vai manter-se elevado

Comissão Europeia diz que nem todos os DLD vão voltar a trabalhar
Comissão Europeia diz que nem todos os DLD vão voltar a trabalhar

O mercado de trabalho está a recuperar, mas parte deste movimento assenta na redução da taxa de crescimento dos salários reais e descida do número de horas trabalhadas. Este diagnóstico consta do mais recente relatório da Comissão Europeia sobre mercado de emprego, no qual Bruxelas alerta também para a persistência do desemprego de longa duração em níveis bastante mais elevados do que os observados antes da crise.

“A evolução do mercado de trabalho tem vindo a melhorar, no contexto de uma recuperação gradual da economia na UE”, começa por referir o relatório, ao mesmo tempo que assinala uma descida da taxa de desemprego. Apesar destes movimentos, “o desemprego mantém-se em níveis elevados”, afetando 23,6 milhões de pessoas na UE no final do primeiro trimestre.

Uma das situações que mais preocupa Bruxelas é o desemprego de longa duração (que abarca todos os que estão sem trabalho há pelo menos um ano), diz, observando que “as perspectivas de emprego se mantêm difíceis” para os que perderam o seu trabalho em 2008/2009. Bruxelas admite que nem todo o desemprego de longa duração (DLD) é estrutural e que alguns conseguirão voltar a trabalhar quando o crescimento económico se tornar mais forte, “mas isto não será suficiente” para os absorver a todos. Portugal está entre os países com taxas de DLD mais elevadas: na UE este representa 49,5% do total do desmeprego, mas por cá pesa 59,5%.

O estudo da CE aborda ainda a evolução salarial, assinalando a queda mais acentuada dos salários reais observada nos países do grupo onde Portugal se inclui. “No período 2012-2014, os salários reais evoluíram em linha com a produtividade média”, salienta o documento, ressalvando, contudo, que nos países com taxas de desemprego mais elevadas (mais um vez o grupo de Portugal), “a produtividade crescer mais depressa do que os salários reais”.

O Instituto do Emprego (IEFP) revelou que em junho estavam inscritos 536 656 desempregados. São menos 73 mil do que há um ano e 19,5 mil do que em maio.

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