Mercado de Trabalho

Desemprego estabiliza nos 11,1% em julho

Fotografia: José Carmo/Global Imagens
Fotografia: José Carmo/Global Imagens

INE diz que taxa caiu para 11,1% em junho, estabilizando nesse nível em julho. Economia tem mais desempregados, mas também mais empregados.

A taxa de desemprego nacional ajustada da sazonalidade desceu para 11,1% da população ativa em junho e estabilizou nesse valor no mês de julho, informa o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“A estimativa provisória da taxa de desemprego de julho de 2016 situou-se em 11,1%” da população ativa em Portugal, o que corresponde a cerca de 567,3 mil pessoas sem trabalho. Em junho a intensidade do desemprego era igual, mas havia menos gente desempregada, cerca de 565,5 mil pessoas.

Ou seja, havia mais duas mil pessoas desempregadas. No entanto, esta estimativa de julho para a taxa de desemprego é ainda provisória, podendo ser revista como aconteceu nesta terça-feira com a marca de junho. É raro o mês em que as estimativas não sofrem um acerto, ainda que ligeiro. Nos últimos meses, desde dezembro de 2015, as revisões têm sido sempre em alta.

Já a taxa de desemprego jovem (15 a 24 anos) aliviou ligeiramente de 26,6% para 26,3% dos jovens ativos nessas idades, diz ainda o INE na atualização das estatísticas laborais mensais.

Por outro lado, “a taxa de desemprego das mulheres (11,3%) foi superior à dos homens (10,8%) em 0,5 p.p. [pontos percentuais]. Face ao mês anterior, a primeira aumentou 0,1 p.p. e a segunda diminuiu 0,1 p.p.”, repara a instituição.

Emprego cresce

No emprego houve um pequeno reforço. Segundo o instituto, a população empregada chegou às 4558 mil pessoas em julho, mais dez mil do que em junho e bastante acima das 4492,7 mil de julho de 2015.

Esta subida foi transversal aos vários grupos considerados. “A população empregada aumentou em todos os grupos analisados”. Nas mulheres foram criados mais 0,3% ou mais 7,7 mil postos de trabalho; nos adultos (25 a 74 anos) mais 0,1% ou 6,4 mil; entre os jovens (15 a 24 anos) mais 1,2% ou 3,3 mil); e nos homens o aumento foi de 0,1% ou mais 1,9 mil.

Nível de desemprego está a descer desde fevereiro

O INE repara ainda que a estimativa definitiva da taxa de desemprego de junho de 2016 situou-se em 11,1%, “prosseguindo a trajetória descendente que se verifica desde fevereiro de 2016”.

“Aquele valor representa uma revisão em baixa, de 0,1 pontos percentuais (p.p.), face à estimativa provisória divulgada há um mês (11,2%), pelo que “a estimativa definitiva da população desempregada de junho situou-se em 565,5 mil pessoas, tendo diminuído 1,3% em relação ao mês anterior (menos 7,3 mil pessoas).”

Por outro lado, “a população empregada de junho foi de 4548,4 mil pessoas, o que representa um aumento de 0,5% face ao mês anterior (mais 20,8 mil pessoas).”

Mas desemprego não corrigido piora face a junho

Diferente é a leitura dos números não corrigidos da sazonalidade. Segundo o mesmo INE, “em julho de 2016, a estimativa provisória da taxa de desemprego não ajustada de sazonalidade foi de 10,7%, tendo aumentado 0,1 p.p. face ao mês anterior e diminuído 1,1 p.p. relativamente a julho de 2015.

“O acréscimo mensal observado na taxa de desemprego resultou do aumento da população desempregada (0,5%; 2,8 mil) e do acréscimo da população empregada (0,1%; 5,7 mil).”

No entanto, face a julho de 2015, “para a redução homóloga contribuiu a diminuição da população desempregada (9,8%; 59,4 mil) e o acréscimo da população empregada (1,4%; 62,8 mil)”.

(atualizado às 11h45)

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