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Taxa de desemprego interrompe descida no final de 2018

José Vieira da Silva, ministro do Trabalho, e Mário Centeno, das Finanças. Fotografia: Mário Cruz/Lusa
José Vieira da Silva, ministro do Trabalho, e Mário Centeno, das Finanças. Fotografia: Mário Cruz/Lusa

Taxa de desemprego terminou o ano de 2018 estabilizada nos 6,7% da população ativa, indica o INE. Já o emprego continuou a subir, avançando 1,4%.

A taxa de desemprego interrompeu o longo ciclo de descidas na reta final de 2018. Este indicador estava a cair há seis anos, desde finais de 2012. Já o nível de emprego continuou a subir, avançando 1,4% em dezembro face a igual mês de 2017, indica o Instituto Nacional Estatística (INE).

Segundo o INE, em novembro de 2018, a taxa de desemprego subiu ligeiramente para 6,7% da população ativa, “mais 0,1 pontos percentuais (p.p.) que o valor do mês anterior”.

Em dezembro, a estimativa provisória diz que a taxa estabilizou. Ficou em 6,7%, “mantendo-se inalterada em relação ao mês anterior”.

O INE indica ainda que, em dezembro de 2018, a sua estimativa provisória apontava para um total de 346,2 mil pessoas desempregadas.

O valor manteve-se “praticamente inalterado em relação ao mês anterior (novembro de 2018), aumentou 1,5% (5 mil) relativamente a três meses antes (setembro de 2018) e diminuiu 15,8% (65 mil) em comparação com o mês homólogo”.

A intensidade do desemprego aumentou em novembro (valores definitivos) porque há mais adultos (25 a 74 anos) atingidos pelo problema.

De acordo com o INE, 5,5% dos adultos em atividade estava sem trabalho em outubro, valor que subiu para 5,7% em novembro e para 5,8% em dezembro (provisório).

Subida entre as mulheres, descida entre os jovens

O fenómeno do desemprego está a aliviar entre os homens, mas não entre as mulheres, já que o desemprego feminino subiu para 7,1% em outubro, 7,3% em novembro e 7,4% em dezembro. Nos homens foi 6,1%, 6,1% e 6%, respetivamente.

O desemprego jovem continuou a aliviar. Cerca de 20,7% das pessoas na faixa dos 15 aos 24 anos estava sem trabalho em outubro, taxa que caiu para 19,3% em novembro e para 17,6% em dezembro.

Como referido, apesar dos sinais de estabilização do desemprego em torno dos 6,7%, Portugal continua a criar algum emprego, tendo terminado o ano transato com 4.837.000 postos de trabalho, mais 1,4% do que em dezembro de 2017.

Ou seja, a economia terá criado cerca de 66 mil empregos em termos líquidos durante o ano passado, refere o INE.

(atualizado 12h30)

Fonte: INE

Fonte: INE

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