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Desemprego interrompe queda de cinco meses: 11%

Primeiro-ministro, António Costa Fotografia: MIGUEL A. LOPES/LUSA
Primeiro-ministro, António Costa Fotografia: MIGUEL A. LOPES/LUSA

Taxa de desemprego caiu em julho pelo quinto mês consecutivo, mas em agosto subiu uma décima, para 11%, diz o INE.

A taxa de desemprego em julho de 2016 estimada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) caiu para 10,9% da população ativa, menos 0,2 pontos percentuais (p.p.) face ao mês anterior, “prosseguindo-se a trajetória descendente que se verifica desde fevereiro de 2016”. Mas em agosto, a primeira estimativa dá agora conta de um aumento ligeiro, para 11%.

Todos os valores são ajustados dos efeitos da sazonalidade e as estimativas mais recentes costumam ser alvo de revisões, normalmente em baixa, mostra o instituto.

Aquele valor de 10,9% “representa uma revisão em baixa, de 0,2 p.p., face à estimativa provisória divulgada há um mês (11,1%)”, refere o INE, sendo que o valor de agosto ainda poderá vir a ser revisto já que estas estimativas para o mês mais recente sofrem de alguma volatilidade, ainda não são definitivas como o registo de julho.

Historicamente (desde outubro de 2014), a estimativa mensal para a taxa de desemprego costuma, na maioria das vezes, ser revista em baixa. Se assim for, a taxa de agosto (11%) poderá vir a cair ligeiramente.

Resta dizer, que quer o valor de julho (definitivo), quer o de agosto (provisório) são ou estão quase em mínimos desde meados de 2009.

Voltando aos dados definitivos, o país tinha no final de julho cerca de 559,8 mil pessoas sem trabalho, menos 1% em relação ao mês anterior (menos 5,5 mil pessoas).

Desemprego penaliza mais os jovens

A taxa de desemprego dos jovens (15 a 24 anos) voltou a subir, pelo segundo mês consecutivo, passando de 27,2% em julho para 27,9% em agosto. Há agora 101,7 mil jovens sem trabalho, quando em julho o número era 100,7 mil.

Em agosto, dizem os dados preliminares, houve alguma destruição de emprego. Segundo o INE, “em agosto de 2016, a estimativa provisória da população empregada foi de 4561,9 mil pessoas, tendo diminuído 0,1% face ao valor definitivo do mês anterior (6,6 mil) e aumentado 0,8% em relação ao valor definitivo de maio de 2016 (35,3 mil)”.

Igualmente, no mês passado, o emprego diminuiu nos homens (menos 0,4% ou menos 9,4 mil casos) e nos jovens (menos 2,4% ou menos 6,4 mil), embora se tenha mantido “praticamente inalterado” entre os adultos (25 a 74 anos) e aumentado no caso das mulheres (0,1%; 2,7 mil), refere o instituto.

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