Desemprego registado torna a subir e abrange mais de 402 mil pessoas em dezembro

Aumento verificado acontece após dois meses de quebras que coincidiram com a retoma da formação do IEFP.

O desemprego registado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) tornou a subir em dezembro, crescendo 1% face aos dados de novembro, com mais 3967 indivíduos inscritos nos centros de emprego no final do mês e classificados como desempregados. Havia no mês passado 402 254 desempregados, mais 91 772 que um ano antes, num crescimento homólogo de 29,6%.

A subida acontece após dois meses de recuo no número de desempregados registados no IEFP, que coincidiu com a retoma nas atividades formativas e classificação de mais de 108 mil indivíduos como ocupados em formação, num máximo de quatro anos.

Em dezembro, a atividade formativa manteve a tendência de crescimento, com mais 7 536 indivíduos ocupados em formação, e por isso não classificados como desempregados. Ao todo, havia em dezembro 116 014 ocupados em formação, mais 23 919 que um ano antes numa subida de 26%.

Apesar de haver um maior número de indivíduos inscritos no IEFP que não contam como desempregados, e de uma subida menor também nos indisponíveis temporariamente para a procura de emprego (por estarem doentes ou em quarentena, por exemplo), o desemprego voltou a subir acima dos 400 mil registos no IEFP num mês que assistiu a 45 731 novas inscrições por perda de emprego - ainda assim, menos 12% que no mês anterior.

Os trabalhadores com baixas qualificações e os sectores de serviços continuam a ser a principal fonte de desemprego medida pelo IEFP. Os serviços eram a atividade de quase três quartos dos desempregados registados em centros de emprego do continente, apontam as estatísticas do IEFP.

As ofertas de emprego continuam a recuar, com menos 7,6% que um mês antes, e, sobretudo, as colocações afundaram no último mês, recuando 27,3% face aos números de novembro, com pouco mais de 4600 colocações.

Apesar da deterioração nos números, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social salienta em nota sobre os dados, nesta quarta-feira, que "o número de desempregados registados em dezembro mostra que foi possível diminuir o desemprego em 1,9% nos últimos três meses do ano face a setembro, mês em que se atingiu o valor mais elevado de 2020 (410.174 desempregados)". Por outro lado, indica, no mês passado a taxa de cobertura das prestações de desemprego terá atingido os 60%, ao nível mais elevado desde 2010.

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