Despesas das famílias abrandam quebra para menos 4,3% no terceiro trimestre

No trimestre anterior, as despesas das famílias tinham recuado 14,8%, segundo os dados do INE.

As despesas das famílias residentes diminuíram 4,3% no terceiro trimestre relativamente ao mesmo período de 2019, recuperando face à quebra de 14,8% do trimestre anterior, sobretudo impulsionadas pelas compras de bens duradouros, informou hoje o INE.

Segundo as Contas Nacionais Trimestrais divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), "as despesas das famílias residentes em bens duradouros aumentaram 2,1% em termos homólogos, após terem diminuído acentuadamente no segundo trimestre (-26,2%), observando-se uma variação homóloga menos negativa das aquisições de veículos automóveis no terceiro trimestre face ao observado no trimestre anterior".

"A componente de bens não duradouros e serviços também registou uma recuperação, embora menos expressiva que a observada na componente de bens duradouros, passando de uma taxa de variação homóloga de -13,6% no segundo trimestre para -5,0%, verificando-se um abrandamento na componente de bens alimentares", pode ainda ler-se no documento do INE.

Já em relação ao segundo trimestre, as despesas de consumo das famílias residentes aumentaram 13,3%, (diminuição de 13,4% no trimestre anterior), "verificando-se uma variação em cadeia de 40,2% das despesas em bens duradouros, tendo as despesas em bens não duradouros e serviços aumentado 10,8% (taxas de -22,5% e -12,5% no segundo trimestre, respetivamente)".

"O consumo privado no território económico, refletindo a forte redução da despesa efetuada por não residentes, continuou a registar uma diminuição homóloga significativa (taxa de -9,4%), mas consideravelmente menos intensa que a observada no trimestre anterior (-21,4%)", precisa o INE.

O INE confirmou hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 5,7% no terceiro trimestre em termos homólogos e recuperou 13,3% em cadeia.

"No terceiro trimestre de 2020, o PIB registou uma diminuição homóloga de 5,7% em volume, depois da contração de 16,4% observada no trimestre anterior. Esta evolução deveu-se em grande medida ao comportamento da procura interna, que registou um contributo significativamente menos negativo que no trimestre precedente (passando de -11,8 pontos percentuais no segundo trimestre para -4,0 pontos percentuais), refletindo sobretudo a recuperação expressiva do consumo privado e, em menor grau, do investimento e do consumo público", refere o INE.

No mesmo sentido, o contributo da procura externa líquida no terceiro trimestre foi menos negativo que o registado no trimestre precedente (passando de -4,6 pontos percentuais para -1,6 pontos percentuais), verificando-se uma recuperação mais significativa das exportações de bens e serviços (passando de uma taxa de -39,4% para -15,2%) que a observada nas importações de bens e serviços (de -29,2% para -11,4%), devido sobretudo à evolução das exportações de bens", acrescenta.

Já no que se refere à evolução em cadeia - o PIB aumentou 13,3% em termos reais face ao segundo trimestre, depois de ter diminuído 13,9% no trimestre precedente - o INE explica também este resultado "sobretudo pelo comportamento da procura interna, que registou um contributo positivo de 10,7 pontos percentuais para a variação em cadeia do PIB, quase simétrico do observado no segundo trimestre (-10,9 pontos percentuais)".

Os números hoje conhecidos seguem-se a duas estimativas rápidas anteriormente divulgadas pelo INE: A primeira, em 30 de outubro, apontava para uma queda de 5,8% do PIB em termos homólogos e uma recuperação de 13,2% em cadeia, e a segunda, de 13 de novembro, reviu a anterior em alta numa décima (para uma contração homóloga de 5,7% e recuperação em cadeia de 13,3%), sendo igual à divulgada hoje.

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