Comissão Europeia

Dia decisivo para Ursula Von der Leyen. É hoje a votação do Parlamento Europeu

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Fotografia: Francois Lenoir/Reuters
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Fotografia: Francois Lenoir/Reuters

A ainda ministra alemã da Defesa necessita obter uma maioria absoluta para suceder a Jean-Claude Juncker na presidência do executivo comunitário.

O Parlamento Europeu vota hoje, em sessão plenária, em Estrasburgo, França, a nomeação da alemã Ursula von der Leyen, candidata designada pelo Conselho Europeu, para a presidência da Comissão Europeia. Antes da votação, agendada para as 18:00 locais (menos uma hora em Lisboa), a candidata indigitada pelos chefes de Estado e de Governo da União Europeia para presidir ao executivo comunitário fará uma declaração diante da assembleia europeia, às 09:00, e durante cerca de três horas, até às 12:30, responderá às questões dos eurodeputados

A ainda ministra alemã da Defesa necessita obter uma maioria absoluta – metade dos eurodeputados mais um — para suceder ao luxemburguês Jean-Claude Juncker na presidência do executivo comunitário.

Com o garantido respaldo político da sua família, o Partido Popular Europeu (PPE), Von der Leyen espera ter conseguido convencer os indecisos Socialistas e Democratas (S&D) e Renovar a Europa a votar favoravelmente a sua investidura, com as cartas que endereçou àqueles grupos na segunda-feira e nas quais assumiu, a pedido dos mesmos, compromissos para a legislatura 2019-2024.

À política alemã bastaria, para ser eleita, o apoio das três maiores famílias políticas — o ‘seu’ PPE, socialistas e liberais –, as que estão representadas no Conselho Europeu e que acordaram o ‘pacote’ de nomeações para os cargos institucionais de topo da União Europeia para os próximos cinco anos, e que entre si somam 444 eurodeputados.

Caso as suas ‘declarações de compromissos’ não tenham bastado para persuadir socialistas e liberais, e tendo em conta que dentro do próprio PPE pode haver dissidentes — o voto é secreto -, Von der Leyen poderá ser mesmo ‘chumbada’, já que os Verdes europeus e a Esquerda Unitária (GUE/NGL) já anunciaram que votarão contra, e os eurocéticos Identidade e Democracia e grupo dos Conservadores e Reformistas demonstraram-se pouco propensos a apoiar a nomeação, em resposta ao ‘cordão sanitário’ imposto aos seus eurodeputados pelas grandes famílias políticas na distribuição dos lugares de responsabilidade do PE.

Neste momento, o número de eurodeputados que compõem o hemiciclo é de 747 e não 751, pelo que a política alemã necessitaria de 374 votos favoráveis. No entanto, como o número de eurodeputados pode mudar até à tarde de terça-feira, na eventualidade de algum cessar funções por qualquer motivo, o presidente do Parlamento, o italiano David Sassoli, anunciará antes de se proceder à votação de Ursula Von der Leyen o número de eurodeputados que compõem o PE e qual será a maioria necessária para ela ser eleita.

A votação é secreta e será feita em urna, pelo que o anúncio do resultado não será imediato, prevendo-se que demore cerca de uma hora. Se a alemã for eleita presidente da Comissão, o presidente da assembleia informará o Conselho e solicitará que aquela instituição e Ursula Von der Leyen proponham, de comum acordo, os candidatos para os diferentes cargos de comissários.

Se a candidata não obtiver a maioria necessária, David Sassoli convidará o Conselho Europeu a propor um novo candidato no prazo de um mês para uma eleição pelo mesmo procedimento.

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