ADSE

Diferendo entre privados e ADSE mantém-se

Lisboa, 15/02/2019 - Balcão da ADSE na Praça de Londres em Lisboa.

( Jorge Amaral/Global Imagens )
Lisboa, 15/02/2019 - Balcão da ADSE na Praça de Londres em Lisboa. ( Jorge Amaral/Global Imagens )

Conselho Geral e de Supervisão da ADSE reúne-se com a ministra da Saúde. O Grupo Hospital Particular do Algarve também ameaça romper acordo.

Ainda não será desta que a “guerra” entre os prestadores privados de saúde e a ADSE ficará resolvida. A reunião marcada para esta tarde entre o Conselho Geral e de Supervisão (CGS) do subsistema de saúde dos funcionário público e a Ministra da Saúde servirá para dar conta das preocupações a Marta Temido. O presidente do CGS, João Proença referiu ao Dinheiro Vivo que o objetivo é avançar para as negociações reafirmando a necessidade de “um urgente diálogo”.

João Proença sublinha que “o governo é a nossa tutela, não é parte desinteressada, não é árbitro, não é moderador. É parte interessada.” O antigo líder da UGT espera, de resto, que o governo “defenda os interesses da ADSE, lembrando contudo que “as posições do Conselho Geral e de Supervisão não são necessariamente as da ADSE” e que o que “importa é negociar”, reforça o presidente do CGS.

A reunião, a pedido do Conselho Geral e de Supervisão, vai decorrer no Ministério da Saúde e contará com a presença de Marta Temido e do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos. Ainda estava em dúvida a presença de um elemento do Ministério das Finanças, que tutela a Administração Pública.

HPA ameaça

É o quarto grupo privado de saúde a denunciar o acordo com a ADSE. Uma fonte do Grupo Hospital Particular do Algarve (HPA Saúde) referiu ontem ao Jornal de Notícias “que comunicou à ADSE a intenção de efetivar a denúncia do acordo de convenção, nos termos e prazos previstos no mesmo.”

Este grupo detém 17 hospitais e clínicas na zona sul do país e ainda uma unidade na Madeira. O HPA Saúde junta-se ao grupo Luz Saúde, José de Mello (CUF) e Lusíadas que já anunciaram a denuncia do acordo de convenção.

A rutura acontece depois de a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) ter contestado, em dezembro, a devolução de mais de 38 milhões de euros, considerado em faturação excessiva, aos prestadores de cuidados no regime convencionado.

Além de contestar o processo de regularização, relativo à faturação dos anos de 2015 e 2016, a associação queixa-se da falta de avanços na negociação de novas tabelas de preços, tendo a última reunião com a ADSE sobre a matéria decorrido no final de outubro, bem como de atrasos nos pagamentos.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje

Página inicial

Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens

Boom de queixas contra agências imobiliárias

Huawei | 5G | Redes 5G

Google suspende negócios com a Huawei. Milhões de smartphones afetados

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
Diferendo entre privados e ADSE mantém-se