Sanções

Dijsselbloem: Tomaremos uma decisão sobre sanções em julho e não hoje

Fotografia: Yves Herman/Reuters
Fotografia: Yves Herman/Reuters

O presidente do Eurogrupo baixa as expectativas sobre os resultados da reunião desta manhã, do Ecofin, em relação a potenciais sanções a Portugal.

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem baixa as expectativas sobre os resultados da reunião desta manhã, do Ecofin, em relação a potenciais sanções a Portugal e a Espanha, no âmbito do procedimento por défices excessivos. Dijsselbloem afirma que o tema nem está na agenda.

“Hoje é apenas sobe as recomendações específicas aos Estados-Membros. É muito mais sobre políticas estruturais. E, nesse contexto, não tomamos decisões sobre metas orçamentais”, assegurou à entrada para o encontro que decorre no Luxemburgo, baixando as expectativas em relação ao desfecho da reunião.

“Vamos discutir as recomendações específicas aos Estados-Membros. Não vamos tomar qualquer decisão sobre o procedimento por défice excessivo”, garantiu, tendo em conta que o momento decisivo sobre eventuais sanções a Portugal e a Espanha está, como se sabe, agendado para o próximo mês.

“A comissão avançará com a opinião que lhe cabe sobre o procedimento orçamental, em que estão os orçamentos de Espanha e Portugal em Julho. Então, tomaremos uma decisão sobre isso em Julho e não hoje”, frisou.

O tema das sanções foi o motivo do encontro bilateral que o ministro das finanças manteve ontem com o comissário dos Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici.

O ministro das Finanças afirmou que “o presente e sobre o futuro”, foi o que abordou na reunião, garantindo que não falou sobre sanções que se referem “execução orçamental entre 2013 e 2015”.

“O que eu tive oportunidade de fazer com o comissário Moscovici foi dar-lhe a conhecer aquilo que é a evolução da situação económica e financeira e das finanças públicas portuguesas”, disse o ministro das Finanças, no finam da reunião do Eurogrupo, no Luxemburgo.

No entanto, de acordo com o próprio Pierre Moscovici, o encontro serviu para verem “como pode proceder-se da melhor forma”, conseguindo “os melhores resultados” para o país, falando em concreto sobre as eventuais sanções ao país.

“Estamos muito confiantes que, aquilo que é o resultado da ação do governo, não só vai garantir o cumprimento das metas e mostrar que hoje estamos absolutamente alinhados com essas metas”, disse o ministro.

“A questão das sanções, é preciso sublinhar, do ponto de vista pedagógico, à execução orçamental entre 2013 e 2015. Aquilo que eu falei hoje aqui foi sobre o presente e o futuro. É isso que nos interessa e é nisso que estamos focados”, afirmou ainda Mário Centeno.

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