Dispositivo promete desinfetar o ar e superfícies sem químicos

Um consórcio português conta colocar no mercado, no 2.º trimestre, um equipamento inovador a pensar na desinfeção constante de espaços interiores, o UVtizer

O recurso ao uso da luz UV-C é o elemento diferenciador de um dispositivo que está, neste momento, em fase de prototipagem, designado por UVtizer, com a missão de desinfetar o ar e a higienizar as superfícies, e a vantagem de dispensar agentes químicos. Ainda sem preço definido, deverá chegar ao mercado no segundo trimestre, segundo o CeNTI, um dos promotores do projeto.

No universo de aplicações, estamos a falar praticamente de todo o tipo de superfícies, desde pavimentos, revestimentos e mobiliários, nos mais diversos materiais, como madeira, plástico, metal, têxtil e cerâmica, assegura o consórcio.

"Este dispositivo foi pensado para ser utilizado em ambiente hospitalar, transportes públicos, salas de reuniões e congressos, espaços comerciais, escolas e infantários, hotéis, ginásios, uso doméstico. No fundo, espaços interiores onde seja necessária uma higienização constante", completam os responsáveis pelo projeto.

Além da integração da luz, o novo equipamento vai incorporar sistemas de sensorização, robótica, mecânica, ventilação e a "funcionalização de materiais que asseguram a higienização de forma rápida e eficaz", segundo os investigadores.

No seu conjunto, o projeto envolve quatro entidades: dois centros de investigação e duas empresas. O CeNTI-Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes, sediado em Vila Nova de Famalicão, é responsável pelo "desenvolvimento e conceção do design do dispositivo, prototipagem e assemblagem dos componentes, tendo também como responsabilidade o desenvolvimento de "hardware" e "firmware" do sistema de automação e controlo do dispositivo".

Por envolver o uso da luz, uma das empresas do consórcio é precisamente a Castros, de Vila Nova de Gaia, a celebrar o centenário neste ano, e com expressão mundial pelas iluminações, sobretudo, as festivas, que já lhe valeram vários prémios internacionais.

Outra empresa de Gaia, a Matglow, participa no projeto com os pergaminhos de ter sido "pioneira na investigação e desenvolvimento de materiais tecnológicos e inteligentes com integração de fontes de radiação ótica", descrevem os promotores. Tem por missão, segundo o consórcio, o desenvolvimento de soluções inteligentes de radiação ótica com uma vasta gama de aplicações (pavimentos, revestimentos, mobiliário, objetos decorativos ou funcionais, sinalética, segurança, saúde, desinfeção e higienização, agricultura, entre outros).

As duas empresas são responsáveis pelo desenvolvimento e conceção funcional e de engenharia do dispositivo, prototipagem e assemblagem do mesmo, bem como do sistema de tratamento de ar. São ainda responsáveis pelo estudo e definição de "setups" e performances do sistema, indica o consórcio.

Ao Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, integrado no Centro Académico de Medicina de Lisboa, compete estudar e testar a eficácia e eficiência do sistema de desinfeção e higienização das superfícies expostas ao vírus SARS-CoV-2.

O projeto conta com o apoio do Portugal 2020, no âmbito do Compete e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

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