Guerra comercial

Disputas Comerciais: China e EUA poderão voltar à mesa das negociações

Reuters/Damir Sagolj
Reuters/Damir Sagolj

As perspetivas de Washington e de Pequim regressarem à mesa das negociações, para debaterem questões comerciais, estão a aumentar

A China e os Estados Unidos podem voltar à mesa das negociações, para debater questões comerciais, depois do presidente Donald Trump ter ameaçado aplicar novas tarifas sobre bens chineses importados para os EUA, avança a Bloomberg.

O vice-ministro do Comércio da China, Wang Shouwen, apelou aos responsáveis pelo comércio dos Estados Unidos para resolverem o conflito através de uma nova ronda de negociações bilaterais. Apesar de ontem, após os EUA terem ameaçado aplicar taxas aduaneiras sobre importações chinesas para o país no valor de 200 mil milhões de dólares (cerca de 170 mil milhões de euros), Pequim ter dito que se tal viesse a acontecer iria responder, fontes da Bloomberg indicam que esta disponibilidade para negociar vai ao encontro das pretensões das equipas de Trump, que pautam-se precisamente por um regresso à mesa das negociações.

“Quando temos um problema [ao nível] comercial, devemos falar sobre isso”, disse Wang numa entrevista à Bloomberg, na quarta-feira. “Deveríamos sentarmo-nos e tentar encontrar uma solução para este problema comercial”.

Se as duas partes regressarem à mesa das negociações isso será uma evolução face aos últimos desenvolvimentos nesta área. É que, de acordo com a agência de informação, a comunicação entre elementos mais seniores das duas administrações diminuiu gradualmente desde a terceira ronda de negociações, que terminou com poucos sinais de um entendimento, no início de junho.

Os EUA e a China têm agora cerca de sete semanas para chegarem a um acordo ou, por outro lado, aprofundarem o clima de guerra comercial. É que as novas tarifas sobre bens chineses importados para os EUA, no valor de 200 mil milhões de dólares, devem entrar em vigor a 30 de agosto.

Apesar deste sinal de alguma disponibilidade para negociar, e de acordo com a agência, não há um calendário formal para negociações. O diálogo estará a decorrer entre elementos menos conceituados dos dois governos.

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