Finanças Públicas

Dívida pública volta a subir em julho

Mário Centeno, ministro das Finanças. Fotografia: D.R.
Mário Centeno, ministro das Finanças. Fotografia: D.R.

O Estado aumentou a dívida em 1,6 mil milhões. Mas também reforçou o valor em depósitos.

 

A dívida pública voltou a aumentar em julho, tal como os depósitos das administrações públicas. O endividamento do Estado subiu 1,6 mil milhões de euros naquele mês para 248,2 mil milhões de euros. O valor nominal da dívida tinha descido em junho depois de ter superado a fasquia de 250 mil milhões de euros, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal.

Já os depósitos das administrações públicas aumentaram em 1,5 mil milhões de euros. Isso levou a que “a dívida pública líquida de depósitos registou um acréscimo de 0,1 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, totalizando 227,5 mil milhões de euros”, refere o Banco de Portugal.

Divida Publica

Apesar de os dados da dívida serem divulgados mensalmente, o Tesouro faz o plano de financiamento numa base anual. A maior amortização de Obrigações do Tesouro de 2018 já foi feita em junho, com o Estado a reembolsar mais de seis mil milhões de euros aos investidores. Mas a fatia de leão do financiamento necessário para o ano também foi executada na primeira metade do ano.

Mas mais que em valores nominais, os investidores e os analistas de agências de rating tendem a privilegiar a análise da evolução a dívida em função do PIB. Nas entidades de notação financeira são colocados mesmo patamares, para o rácio de dívida em relação ao PIB, a partir dos quais os ratings podem subir ou descer.

No primeiro semestre Portugal continuava com um dos indicadores mais altos da zona euro, com a dívida pública a totalizar 125,8% do PIB, praticamente inalterada face ao final de 2017. O objetivo para este ano é que o rácio baixe para 122,2%.

Atualizada às 11:27 com mais informação

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