Turismo

Do grande capital do Norte até ficar em mãos americanas

Vilamoura
O projeto Vilamoura nasceu na década de 60. Fotografia: D.R.

Em 2015, Vilamoura passa para as mãos dos americanos da Lone Star, por um valor de 200 milhões de euros.

Artur Cupertino de Miranda, fundador do extinto Banco Português do Atlântico – que chegou a ser controlado pelo então chamado núcleo do Norte, constituído por alguns dos mais relevantes empresários da região – está na génese do sonho de transformar Vilamoura no maior empreendimento turístico privado da Europa. É o banqueiro que compra no início da década de 60 a Quinta do Morgado de Quarteira, uma propriedade de 1600 hectares, pertença da família de António Júdice Fialho, grande industrial de conservas.

Por essa altura é criada a sociedade Lusotur, a quem se deve a alteração do nome da quinta para Vilamoura. O sonho de erigir um resort nestas terras algarvias começa por se materializar na construção da marina no início da década de 70, uma obra pioneira no país. À volta do porto náutico foram surgindo posteriormente vários empreendimentos e equipamentos residenciais e turísticos.

Em 1996, o empresário André Jordan entrou no capital da Lusotur e seis anos mais tarde assumiu toda a empresa.

Nova vida e expansão

Em 2004, Vilamoura deixa de estar em mãos portuguesas. André Jordan vende o projeto à espanhola Prasa por 360 milhões de euros. O grupo imobiliário acaba por entrar em insolvência e a Lusotur ingressa na carteira do Catalunya Banc.

O banco passa a deter os ativos imobiliários (350 mil metros quadrados de área bruta de construção), a concessão da marina, o museu e ruínas romanas Cerro de Vila, o Centro Equestre com 25 hectares, o parque ambiental com 170 hectares, 26 quilómetros de ciclovias e sete concessões de praia (duas de Vilamoura e cinco da Falésia).

Sem interesse neste negócio, procura vender o empreendimento, mas a crise económica e financeira só permitiu a transação em 2015, quando Vilamoura passa para as mãos dos americanos da Lone Star, por um valor de 200 milhões de euros.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
dbrs-1060x594

DBRS mantém rating de Portugal em ‘BBB’ e perspetiva estável

O primeiro-ministro, António Costa, intervém durante a cerimónia de assinatura de declaração de compromisso de parceria para Reforço Excecional dos Serviços Sociais e de Saúde e lançamento do programa PARES 3.0, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa, 19 de agosto de 2020. ANDRÉ KOSTERS/LUSA

“Na próxima semana podemos chegar aos 1000 casos por dia”, avisa Costa

App Stayaway covid

App Stayaway Covid perto do milhão de downloads. 46 infetados enviaram alertas

Do grande capital do Norte até ficar em mãos americanas