Lisboa

Do Terreiro do Paço à Doca da Marinha. O que muda no novo cais em Lisboa?

Estação Sul e Sueste_Muro das Namoradeiras (1)

Investimento de 27 milhões de euros será financiado por verbas da taxa turística e ATL

Do Terreiro do Paço à Doca da Marinha. A frente ribeirinha de Lisboa está a sofrer um grande processo de transformação para renascer no próximo ano como Novo Cais de Lisboa.

Sem esconder o entusiasmo, ou poupar nos agradecimentos pessoais que foram sublinhados a Mário Centeno e à Marinha Portuguesa, mas não só, Fernando Medina assumiu que a obra que agora avança “era um sonho antigo da cidade que esteve décadas a viver de costas voltadas para o rio” e com uma estação fluvial que chegava a “envergonhar”. Agora, acrescenta, o Cais será entregue à cidade e às pessoas – não só aos turistas, mas aos milhares que todos os dias atravessam o rio Tejo para trabalhar, acrescentou.

“O Novo Cais de Lisboa devolve o rio aos lisboetas e disponibiliza-o em todo o seu esplendor aos visitantes nacionais e estrangeiros”, acentuou o presidente da Câmara de Lisboa.

“É uma obra de grande envergadura para transformar a frente ribeirinha central no novo cais de Lisboa”, acrescentou José Luís Arnaut, presidente adjunto da Associação de Turismo de Lisboa (ATL), destacando que “com estratégia, dinamismo e coragem podemos continuar a fazer mais pela cidade e pelo turismo”.

O projeto global envolve a reabilitação e construção “de 15 projetos diferentes”, indicou Vítor Costa, diretor-geral da ATL, entidade está a cargo desta obra, e terá um custo global de 27 milhões de euros e será financiado em 16 milhões por verbas do Fundo Turístico de Lisboa, isto é, o dinheiro resultante da taxa turística paga pelos visitantes que pernoitam na cidade, que serão complementadas por 11 milhões de euros resultantes do orçamento da ATL.

Fernando Medina, que também é presidente da ATL, lembrou que “foi preciso visão” para avançar com uma taxa de dormida em Lisboa, que arrancou em 1 euro e agora já está em 2 euros e que reverte para a conservação da cidade e reabilitação de espaços como este. “Criámos uma taxa para financiar investimento”, lembrou.

O que vai mudar?

 

Estação Sul e Sueste (4)

Estação Sul e Sueste e Centro Tejo

A estação vai recuperar o traço original de 1929, assinado por Cottinelli Telmo. Vão ser integrados na estação uma nova cafetaria, um quiosque, restaurante e esplanadas, um posto de informação e uma Lisboa Shop. Haverá também um terminal de apoio aos passeios no Tejo e serão instaladas oito bilheteiras.

Dentro deste espaço nascerá o Centro Tejo, espaço dedicado à promoção de oferta cultural e turística dos municípios ribeirinhos.

O projeto contempla ainda uma intervenção nos espaços públicos onde também vão surgir novos percursos pedonais e cicláveis.

 

Estação Sul e Sueste_Muro das Namoradeiras (1)

Pontões e cais de apoio à atividade náutica

Serão instalados três novos pontões com passadiços na Estação Sul e Sueste. As novas estruturas vão acolher as embarcações dos diversos operadores turísticos através de um sistema de slots por toque que permita uma utilização partilhada.

O pontão da Doca da Marinha também será reabilitado.

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Cais das Colunas

Será retirado o aterro entre o Cais das Colunas e a Praça da Estação.

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Doca da Marinha

Entre a Estação e o Novo Terminal de Cruzeiros, a Doca da Marinha passará a ter um novo espaço de lazer com um restaurante, quatro quiosques, esplanadas e casas de banho públicas. No “grande espaço arborizado” a autarquia espera que “a cidade e o rio recuperem prioridade face ao automóvel”.

Estação Sul e Sueste_Muro das Namoradeiras (3)

Muro das Namoradeiras

A ideia é recuperar o muro original que servirá como complemento à Ribeira das Naus.

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Bacalhau Story Centre

É “uma homenagem a um símbolo da gastronomia, da cultura e da história de um país que há muito pensa global” e vai nascer na Ala Nascente do Terreiro do Paço.

Navio Creoula

Navio Creoula

Vai ter um espaço próprio de ancoragem na Doca da Marinha e será recuperado e modernizado, num projeto que envolve não só a CML como também a Câmara de Aveiro, o Ministério da Defesa e a Marinha. Estará, por isso, disponível para “ser descoberto pelos lisboetas e visitantes” e contar uma “história da ligação de Portugal e dos portugueses à pesca do bacalhau”, contou o presidente da Câmara de Lisboa.

 

O projeto de renovação da frente ribeirinha central já arrancou e deverá estar totalmente concluído “no segundo semestre do próximo ano com excepção do Navio Crioula”, disse Vítor Costa.

No início do próximo ano abrem os procedimentos concursais para o sistema de bilhético, as slots, os 4 quiosques e os dois restaurantes.

*notícia actualizada com a rectificação nome do arquitecto Cottinelli Telmo.

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