Prémio

Dona Antónia premeia Serralves e Pedrógão

Cerimónia de entrega dos prémios Dona Antónia. Ao centro, Ana Pinho (à esq) e Nádia Piazza, as vencedoras, ladeadas pelo júri. Santos Silva é o presidente do júri. Fotografia: Pedro Kirilos / Global Imagens
Cerimónia de entrega dos prémios Dona Antónia. Ao centro, Ana Pinho (à esq) e Nádia Piazza, as vencedoras, ladeadas pelo júri. Santos Silva é o presidente do júri. Fotografia: Pedro Kirilos / Global Imagens

Ana Pinho e Nádia Piazza são as grandes vencedoras da 30.ª edição do prémio. Cerimónia marcada pelos elogios ao legado de Fernando Guedes

A economista e gestora Ana Pinho, presidente da Fundação de Serralves, e a jurista Nádia Piazza, fundadora e líder da Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande, são as grandes vencedoras do prémio Dona Antónia Adelaide Ferreira 2017. O galardão, que vai já na sua 30.ª edição, distingue mulheres portuguesas cujo percurso de vida “revele uma identificação estreita com os valores pessoais e profissionais”, personificados pela figura “empreendedora e humanista” que marcou a Ferreira, do grupo Sogrape, e o Douro vinhateiro. A cerimónia ficou marcada pela homenagem das anteriores premiadas a Fernando Guedes, o patriarca da família, recentemente falecido.

Gestora multifacetada, com “trabalho reconhecido” em organizações diversas, do BPI à Schroder Securities, passando pela Associação Comercial do Porto, TAP ou Oporto Business School, Ana Pinho recebeu o prémio consagração de carreira. Artur Santos Silva, presidente do júri, destacou o “trabalho notável” desenvolvido pela gestora em Serralves, lembrando que, em apenas dois anos, conseguiu, não só, aumentar em 20% o número de fundadores da instituição, mas sobretudo dar-lhe uma dimensão “verdadeiramente nacional”. Teve, no ano passado, mais de 800 mil visitantes, “a que acrescem perto de 500 mil nas exposições pelo país e no estrangeiro”.

Sobre Nádia Piazza, distinguida com o prémio revelação, Santos Silva lembrou a dor da tragédia de Pedrógão Grande. “Precisamos que seja feita justiça, que o país se organize, que a floresta seja limpa e que se diversifiquem as espécies cultivadas. Se o papel da associação que lidera for devidamente ouvido, se as políticas e os processos forem alterados e muito melhorados, não haverá nova falência do Estado”, defendeu.

Ana Pinho assumiu-se “muito honrada” com o prémio, que constitui “um reconhecimento do trabalho que Serralves tem feito na cultura e na democratização do seu acesso”. Uma distinção que “partilha” com os fundadores e os trabalhadores da instituição. Nádia Piazza recebeu a notícia do prémio com “espanto e humildade”. “Jamais me atreveria a aspirar integrar um grupo de mulheres tão notáveis e com percursos tão brilhantes”, disse.

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