Dona da Comporta aposta em casas para a classe média em Lisboa

Vanguard Properties vai investir cerca de 50 milhões de euros na construção de 100 apartamentos na Avenida Marechal Gomes da Costa.

"Muitas novidades" na Comporta e novos investimentos em Lisboa e arredores. São esses os planos da promotora imobiliária Vanguard Properties para 2020. Para trás fica um ano "particularmente intenso", segundo o diretor executivo José Cardoso Botelho, marcado pela compra da Herdade da Comporta, em conjunto com Paula Amorim.

Um dos novos projetos da Vanguard será em Lisboa, na zona do Parque das Nações. Na Avenida Marechal Gomes da Costa, nas antigas instalações da Air Liquide, vão nascer cerca de 100 apartamentos "para a classe média", naquela que será a primeira incursão da promotora fora do segmento de luxo.

O projeto Riverbank ainda está em fase de licenciamento e só deverá começar a ganhar forma no final de 2020. O investimento rondará os 50 milhões de euros. Os apartamentos terão tipologias entre o T1 e o T4 com preços que deverão oscilar entre os 3500 e os quatro mil euros por metro quadrado, revelou o responsável da Vanguard esta quarta-feira num encontro com a imprensa.

Ainda na capital, a Vanguard está em "negociações avançadas" para a aquisição de "dois grandes projetos". Sem adiantar detalhes, José Cardoso Botelho explicou apenas que serão projetos que reúnem habitação e escritórios, "numa zona interessante, com boas vistas, muito próxima de Lisboa". O maior dos dois empreendimentos implicará um investimento superior a 250 milhões de euros. A Vanguard tem cerca de 60 dias para decidir se avança para a compra.

No próximo ano deverá começar também a ganhar forma o empreendimento Foz do Tejo. Como o Dinheiro Vivo já tinha avançado, este será um complexo de 450 casas na zona do Jamor, em Oeiras, no qual a Vanguard vai investir mais de 220 milhões de euros.

Ainda antes de 2019 terminar deverá arrancar a construção de um dos ex-líbris da Vanguard: a Infinity Tower, em Campolide. José Botelho antecipa "para os próximos dias" o início dos trabalhos que vão dar origem à torre de 26 andares.

"Não queremos uma Ibiza na Comporta"

Depois de ter fechado, a 14 de novembro, a compra da Herdade da Comporta, em consórcio com a Amorim Luxury, a Vanguard quer avançar em força para a execução do projeto. O primeiro passo foi mudar-lhe o nome: os terrenos e ativos imobiliários que o consórcio adquiriu por 157 milhões de euros passam agora a chamar-se Terras da Comporta, por "respeito aos valores da zona".

O que também deverá mudar de nome é o Comporta Links, um dos ativos imobiliários de referência da área. O Comporta Dunes, o outro ativo imobiliário incluído no negócio, irá manter a designação. Nos próximos dois anos e meio deverão estar concluídas todas as infraestruturas necessárias, incluindo uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Foram adquiridos, entretanto, quatro terrenos em Alcácer do Sal, onde irão surgir casas para arrendar a futuros trabalhadores.

Em 2020, adiantou José Botelho, haverá "muitas novidades" na Comporta. Logo no início do ano, os promotores vão convidar uma série de arquitetos internacionais e nacionais, que irão colaborar com o arquiteto Miguel Saraiva na conceção dos projetos que vão nascer na antiga herdade dos Espírito Santo. Será ainda retomada a relação com o arquiteto que desenhou o campo de golfe do Comporta Dunes, que ficou a meio, "e que tem condições para vir a ser o melhor da Europa".

Ainda no capítulo do golfe, será anunciada uma parceria "com um dos mais conceituados desportistas da atualidade", que além de desenvolver um segundo campo da modalidade, irá ter uma academia de golfe com o seu nome e a sua participação.

"Não queremos uma Ibiza na Comporta, como escreveu a imprensa espanhola, abomino essa ideia e acho que seria uma enorme asneira. A Comporta terá capacidade para receber eventos corporativos, eventos desportivos, tanto amadores como profissionais, e terá o melhor que existe em clínicas de reabilitação e saúde. Terá um tipo de turismo que funciona o ano todo", ressalvou José Botelho.

Na apresentação das novidades de 2020, a Vanguard revelou ainda uma parceria com Lourenço Lucena, o único português que faz parte da Sociedade Francesa de Perfumistas. A marca desenvolveu, em conjunto com o especialista, um perfume e uma "banda sonora" para os projetos imobiliários, com o objetivo de dar à marca uma identidade auditiva e outra olfativa, além da componente visual.

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