Dormidas de estrangeiros ficam 82% abaixo do pré-pandemia até julho

Comparando com 2020, turismo por estrangeiros também cai. Aumento de dormidas nacionais não compensa.

Os dados do INE continuam a não dar sinais de reversão na quebra profunda da participação de estrangeiros no mercado turístico nacional, com os sete primeiros meses do ano a devolverem apenas menos de um quinto das dormidas de não residentes em território nacional em 2019 no mesmo período. Mais: os números caem também relativamente a 2020, e mesmo alguma recuperação no alojamento de turistas nacionais não compensa ainda as perdas.

De acordo com os dados da atividade turística relativos a julho, publicados nesta terça-feira pelo INE, nos primeiros sete meses deste ano os estabelecimentos de alojamento do país acumulavam apenas 4,9 milhões de dormidas de não residentes, referentes a cerca de 1,6 milhões de hóspedes.

São volumes que, em ambos os casos, ficam 82% abaixo dos que se verificam no mesmo período de 2019, e que relativamente a 2020 representam também quedas. Face há um ano, Portugal recebeu menos 32% hóspedes estrangeiros, com uma quebra de 31% nas dormidas.

Já os turistas nacionais, acorreram neste ano em maior número do que no ano passado às ofertas de alojamento, embora com a atividade a permanecer distante dos volumes de 2019.

Segundo o INE, até julho contavam-se cerca de 3,7 hóspedes nacionais e cerca de 7,8 milhões de dormidas. São mais 19% de hóspedes que nos mesmos sete meses de 2020, correspondendo a cerca de 600 mil indivíduos, e mais 32% de dormidas. Comparando com 2019, porém, mantêm-se quebras de 38% no número de hóspedes nacionais (menos 2,3 milhões de indivíduos) e de 32% nas dormidas.

Mesmo com o crescimento relativamente aos números de 2020, o turismo nacional não compensa a perda de estrangeiros. No total, julho acumulava 12,7 milhões de dormidas, ainda 2,4% abaixo do resultado do mesmo período do ano passado, e o número de hóspedes situava-se em 5,2 milhões, também menos 1,5%. Eram ainda menos 81,1 mil hóspedes e menos 312,4 mil dormidas.

Ainda assim, os dados do INE mostram que os proveitos totais dos estabelecimentos de alojamento turístico melhoraram face ao ano passado. O encaixa dos primeiros sete meses de 2021 atinge os 757,5 milhões de euros, mais 9% que em igual período de 2020. Comparando com 2019, são ainda menos 67% do que os 2,3 milhões de euros acumulados até julho desse ano, nos cálculos do Dinheiro Vivo a partir dos dados de inquérito do INE.

Apesar dos números acumulados manterem a distância mesmo em relação ao ano passado, os resultados da atividade turística dos meses de verão deste ano mostram apesar de tudo melhorias substanciais em relação a 2020, com julho a registar um aumento de dormidas nos 72% face ao mês homólogo (em junho, os números mais que triplicavam). Em termos de proveitos, julho assegurou neste ano 297 milhões de euros, contra 159 milhões de euros em 2020.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de