Guerra comercial

Draghi ataca medidas protecionistas de Trump

Mario Draghi. Fotografia: REUTERS/Francois Lenoir
Mario Draghi. Fotografia: REUTERS/Francois Lenoir

O presidente do BCE disse que ao impor-se tarifas a aliados, a pergunta que surge é quem são os inimigos.

Mario Draghi criticou as medidas protecionistas que Donald Trump pretende implementar nas importações de aço e alumínio. “Se colocamos tarifas contra os que são nossos aliados, a questão é quem são os nossos inimigos”, disse esta quinta-feira na conferência de imprensa para explicar as decisões de política monetária.

O presidente do BCE argumentou que as disputas comerciais “devem ser discutidas num enquadramento multilateral”. E avisou que “as decisões unilaterais são perigosas”. Donald Trump quer impor tarifas de 25% nas importações de aço e de 10% nas de alumínio. Esse plano tem motivado fortes críticas por parte da União Europeia, que promete retaliar.

Draghi diz que o efeito das medidas propostas por Trump na confiança “é difícil de avaliar”. Realçou que a acontecer uma consequência negativa na confiança isso terá impacto tanto na inflação como nas perspetivas económicas para a zona euro.

O líder da autoridade monetária da zona euro considera que os dados atuais sugerem um “forte crescimento no curto prazo”. Mas adverte que “o maior protecionismo e desenvolvimentos no mercado cambial e em outros mercados financeiros” podem causar riscos.

Ainda assim, o BCE sentiu confiança suficiente para deixar cair a opção de acelerar o ritmo das compras mensais. Draghi justificou que mesmo sem aquela garantia existe um nível alto de estímulos, proporcionados pelas compras líquidas de ativos de 30 mil milhões de euros por mês até, pelo menos setembro, e pelo reinvestimento dos montantes de instrumentos financeiros detidos pelo BCE que atinjam a maturidade.

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