Defesa

Drones e roupa inteligente. As oportunidades para a indústria lusa da defesa

Vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen. FOTO: João Silva/Global Imagens
Vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen. FOTO: João Silva/Global Imagens

O vice-presidente da Comissão Europeia antevê oportunidades para as pequenas e médias empresas no novo plano de Bruxelas para a defesa.

Em causa está um envelope financeiro que pode chegar aos 13 mil milhões de euros entre 2021 e 2027. Um fundo de apoio às pequenas e médias empresas (PME) do setor da investigação e do desenvolvimento industrial da Defesa.

Os projetos escolhidos terão de abranger menos três participantes de três estados-membros ou países associados e devem estar em linha com as prioridades dos países da União Europeia (EU) para a Política Externa e de Segurança Comum e com as que foram acordadas com a NATO. E o vice-presidente da Comissão Europeia (CE), Jyrki Katainen, vê aqui uma oportunidade para as empresas nacionais. “As empresas portuguesas podem participar nas cadeias de valor desses projetos”, afirmou o responsável europeu numa entrevista exclusiva ao Dinheiro Vivo que poderá ler na íntegra no próximo sábado.

E de que projetos estamos a falar? Katainen elege algumas das áreas em que Portugal poderá dar cartas. “Drones, satélites, informação, roupa inteligente”, refere o vice-presidente da Comissão, acreditando que “esses são alguns dos projetos com maior potencial para receberem financiamento”.

Este é um dos temas abordados pelo responsável pelas pastas do Emprego, Crescimento, Investimento e Competitividade na visita a Portugal que decorre esta quinta-feira, 02 de maio, no encontro com o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho.

Portugal deverá contribuir com uma verba de 200 milhões de euros para o Fundo Europeu de Defesa (FED).

Falta de colaboração custa até 100 mil milhões todos os anos

Um dos objetivos do novo fundo europeu é travar o desperdício de verbas. De acordo com as contas da CE, todos os anos, a fragmentação e as ineficiências na defesa tem um custo estimado entre 25 mil milhões e 100 mil milhões por ano. “Os Estados-membros perceberam que um dos problemas é que todos os países estão a investir no mesmo tipo de equipamentos, de forma isolada. Estamos a duplicar tudo 28 vezes e estamos a perder muito dinheiro”, sublinha Katainen, acrescentando que esse foi um dos motivos para avançar com este fundo.

“Os Estados-membros desafiaram a CE a criar algo novo. Por isso criámos o Fundo para a Defesa que proporciona financiamento para projetos de investigação e desenvolvimento (I&D). Para se obter financiamento, as empresas têm de colaborar com empresas de outros países”, refere o vice-presidente do executivo comunitário.

Katainen sublinha ainda que esta “será a primeira vez que as empresas da UE começam a colaborar. Acreditamos que vai aumentar a eficiência e a inovação, reforçando a indústria europeia da defesa.”

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