Imobiliário

Duas ruas que fazem milhões e dão milhares de empregos

LISBOA , 08/01/2019 -  Avenida da Liberdade.

(Gonçalo Villaverde / Global Imagens)
LISBOA , 08/01/2019 - Avenida da Liberdade. (Gonçalo Villaverde / Global Imagens)

Uma Avenida que é um luxo e uma Rua que é de todos. São destinos de compras e paraísos do turismo. Criam milhares de empregos em Lisboa e no Porto e geram milhões de euros para a economia nacional. Na Avenida da Liberdade e na Rua de Santa Catarina a febre do imobiliário veio para ficar.

Lisboa
A Liberdade não é para quem quer, é para quem pode

A Liberdade já passava por aqui mas naquela noite a polícia mandou-o parar. No início dos anos 80, Eric van Leuven tinha vindo da Holanda para estudar em Lisboa e caminhava na Avenida que liga o Marquês à Baixa. “Passava das 21.00 quando dois polícias vieram ter comigo e perguntaram o que andava ali a fazer àquela hora”, conta o atual responsável da consultora Cushman & Wakefield. Na altura, Lisboa ainda não vivia a liberdade em pleno.

Hoje, a Avenida não tem hora para fechar. A artéria mais cara do país encheu-se de lojas, hotéis e escritórios, que trouxeram emprego, turistas e movimento. Segundo dados da Cushman ao Dinheiro Vivo, quem quiser dormir na Avenida da Liberdade tem hoje 13 hotéis à escolha, a maior parte de quatro ou cinco estrelas, num total de 1290 quartos. Até 2021 deverá abrir mais um, o Turim Boulevard Hotel, que vai criar mais cem quartos de primeira classe no quilómetro mais exclusivo da capital.

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Avenida da Liberdade

 

Porto
Santa Catarina é rua de tradição e mass market com lojas para todos

Santa Catarina é indiscutivelmente a principal artéria comercial da Invicta. A rua das antigas Galerias Palladium, do Café Majestic, do Grande Hotel do Porto ou da Livraria Latina – por onde, por hora, caminham mais de quatro mil pessoas – está a registar um novo fulgor com o despertar do interesse de marcas internacionais, de fundos de investimento imobiliário e de projetos turísticos. Nos últimos seis anos, o preço do metro quadrado aumentou mais de cem por cento e não é por isso que deixou de captar atenções. O comércio é ainda muito alimentado pelos portuenses, mas, a cada dia que passa, a relevância dos turistas aumenta.

Na Casa Cerdeira, mercearia fina que abriu portas em 1937, os visitantes estrangeiros já pesam quase 40% na faturação, conta António Brandão, neto do fundador. É certo que alterou um pouco o modelo de negócio, dando maior foco aos vinhos mas, seja pelo afamado Porto, seja pelas frutas que exibe à entrada, na Casa Cerdeira entram clientes de todas as nacionalidades. O responsável gostava que as autoridades investissem mais na rua, nomeadamente numa cobertura, e no comércio tradicional. “Os turistas não querem ver lojas como a Zara ou Fnac, isso também eles têm”, frisa. Opinião semelhante tem Joel Azevedo, presidente da Associação dos Comerciantes do Porto, que alerta para a necessidade de não descaracterizar a rua.

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Rua de Santa Catarina
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