Durão Barroso: 2014 “vai ser mesmo melhor que os anos anteriores”

Durão Barroso, presidente da Comissão
Durão Barroso, presidente da Comissão

O presidente da Comissão Europeia considerou esta quarta-feira que 2014 “vai ser mesmo melhor que os anos anteriores”, afirmando que a crise do euro foi ultrapassada e que as previsões pessimistas sobre o projeto europeu estavam erradas.

“Como disse exatamente há um ano, 2013 foi um ano em que a economia começou a melhorar a sua tendência e em que houve uma mudança nas perceções em relação à Europa. Ainda há pouco tempo havia especulação sobre a saída da Grécia do euro, sobre a implosão do euro e da própria União Europeia, mas o facto de estarmos aqui hoje a celebrar a presidência grega é a prova mais clara que essas previsões estavam erradas”, afirmou José Manuel Durão Barroso.

Leia também: Rui Machete: Fim do programa de assistência em maio é “meta clara” para Portugal

O chefe do executivo comunitário falava em Atenas durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, à margem do lançamento da presidência rotativa semestral da União Europeia, que no primeiro semestre de 2014 caberá à Grécia.

Barroso afirmou que a crise do euro está ultrapassada, que a União Europeia está “a emergir da recessão” e apontou o exemplo de países como a Irlanda, Portugal ou a Grécia para sustentar a sua tese e fazer a defesa dos programas de assistência arquitetados pelas instituições europeias e o Fundo Monetário Internacional.

“A Irlanda conseguiu há dias financiar-se nos mercados com juros mais baixos de alguns países que não precisaram de assistência financeira, essa é uma demonstração muito clara de que os programas resultam se forem aplicados com determinação e na trajetória correta”, sublinhou.

José Manuel Durão Barroso referiu ainda que “o programa especial para os bancos” da Espanha terminará “com sucesso este mês”, que Portugal regista crescimento económico “desde o segundo trimestre” de 2013 e tem o desemprego a cair “pelo nono mês consecutivo” e que a Grécia “está prestes a sair da recessão e a atingir um excedente orçamental”.

Ao longo da sua intervenção em Atenas, o presidente da Comissão Europeia defendeu várias vezes a vitalidade do projeto europeu e referiu-se à união bancária, uma das reformas mais importantes, para voltar a sublinhar que “o mecanismo de resolução bancária deve ser adotado legalmente antes

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