Durão Barroso: “Há limites” para aceitação da austeridade

Barroso galardoado com Prémio Carlos V
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O chefe do executivo comunitário, José Manuel Durão Barroso criticou hoje o distanciamento, que existe em “certos países” da Europa, entre a austeridade e as políticas sociais, considerando “há limites” a ter em conta.

“Há limites ao nível daquilo que é politicamente aceitável em certos esforços que estão a decorrer na Europa”, afirmou em Bruxelas, perante uma plateia de empresários europeus e asiáticos.

“Por vezes olhamos para a política económica, esquecendo outro importante elemento da decisão económica racional, que é manter aceitáveis a condições políticas e sociais para a implementação de qualquer programa”, acrescentou.

“Sabemos em certos Estados-Membros há problemas graves ao nível da aceitação dos programas que estão a ser desenvolvidos nos países”, como é o caso de Portugal, “ao nível das reformas”, reconheceu Barroso.

O presidente considerou ainda indispensável que a Europa e os estados membros criem condições para ultrapassar desequilíbrios sociais numa altura em que problemas como o envelhecimento da população e o desemprego se agravam na União.

“Nesta altura em que a Europa enfrenta grandes desafios económicos, incluindo uma população envelhecida, elevados níveis de desemprego juvenil e falta de competências, precisamos de soluções inventivas”, apelou Durão Barroso.

Mas, a necessidade desse género de soluções esbarra nos cortes impostos ao orçamento comunitário de longo prazo, cuja aprovação fracassou na recente Cimeira de líderes europeus. O que, para o presidente do executivo comunitário “é um tema de preocupação”.

“Precisamente quando a Europa, mais do que nunca, precisa de certo tipo de investimento estamos a reduzir um orçamento que é, basicamente, um investimento para o crescimento ao nível europeu”, insistiu Barroso.

O presidente lembrou que a comissão está a utilizar “todos os instrumentos possíveis” para combater os problemas sociais, através da reprogramação de fundos comunitários para criar empregos, investir na formação profissional, apoiar pequenas e medias empresas e está a tentar garantir o apoio aos bancos alimentares.

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