Brexit

E agora, quais são os possíveis cenários para o desfecho do Brexit?

(REUTERS/Toby Melville - RC1A24E4EC60)
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Rumo do processo, que se prolonga há quase três anos, dependerá do nome do sucessor de May.

Após o anúncio da demissão hoje da primeira-ministra britânica, Theresa May, que desistiu de tentar pela quarta vez tentar passar no parlamento o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE), abrem-se vários cenários para o Brexit.

O rumo do processo, que se prolonga há quase três anos, dependerá do nome do sucessor de May na liderança do partido Conservador, que será também nomeado primeiro-ministro.

Novo adiamento
O sucessor de Theresa May só será conhecido dentro de várias semanas. Ele ou ela vai provavelmente tentar negociar novamente com a UE os termos de saída, uma vez que o acordo feito por Theresa May foi chumbado pelos deputados.

Embora Bruxelas tenha reiterado que este é o único acordo possível, o novo chefe de Governo poderá ser forçado a pedir um novo adiamento, pois o parlamento votou várias vezes contra uma saída sem acordo.

O Reino Unido obteve uma prorrogação até 31 de outubro para deixar a UE, mas o tema deverá ser abordado pelo Conselho Europeu no final de junho.

Saída sem acordo
Este cenário é temido pelas empresas, pois determinaria uma saída sem transição da UE e relações comerciais entre o Reino Unido e a UE regidas pelas regras da Organização Internacional do Comércio.

Esta é a opção favorecida pelos ‘Brexiters’, de entre os quais deverá ser escolhido o sucessor de Theresa May, porque abre a perspetiva de o país negociar os próprios acordos comerciais.

A UE e o Reino Unido fizeram preparativos para uma saída sem acordo nos últimos meses, mas a maioria dos analistas preveem consequências económicas.

Revogação do Brexit
A continuação do impasse já fez o Change UK, formado por dissidentes trabalhistas e conservadores, pedir a revogação para evitar uma saída sem acordo.

Esta decisão também pode ser tomada após um novo referendo, como sugerem os restantes partidos da oposição, como os Liberais Democratas e os nacionalistas escoceses do SNP, que querem incluir uma opção de ficar na UE.

Mas foi a hipótese de um novo referendo que aumentou a pressão dos eurocéticos e resultou na demissão de Theresa May.

A posição do partido Trabalhista é determinante, e o principal partido da oposição prefere que a saída do impasse seja feita através de eleições antecipadas.

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