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É licenciado e tem um fraquinho por tecnologia? Há um Switch à sua espera

A Porto Tech Hub vai regressar a 11 de outubro. Fotografia: Amin Chaar/Global Imagens
A Porto Tech Hub vai regressar a 11 de outubro. Fotografia: Amin Chaar/Global Imagens

Nove meses de aprendizagem e outros tantos de estágio pago podem ser um passaporte reforçado para um novo emprego

Não importa a idade ou a formação académica. Desde que tenha uma licenciatura e aquela vontade de explorar o mundo da tecnologia, ainda vai a tempo de se candidatar à 3.ª edição do Switch, uma pós-graduação concebida pela Porto Tech Hub, associação sem fins lucrativos, numa parceria com o Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

Com as candidaturas abertas até 23 de agosto, os interessados podem concorrer no site da Porto Tech Hub e, em finais de setembro, saberão se foram aceites. Outubro marca o arranque de nove meses de formação, a que se seguem outros nove meses de estágio remunerado numa das 24 empresas tecnológicas instaladas no Porto.

No final, é suposto que “as pessoas fiquem aptas para desenvolver software, em várias linguagens, e/ou para trabalhar noutras áreas complementares das Tecnologias de Informação (TI), como quality assurance, testes de software ou gestão de projetos em TI”, sintetiza Luís Silva, vice-presidente da Porto Tech Hub.

Custos e ganhos

Há vagas para 60 alunos, que serão distribuídos por duas turmas, à semelhança do que aconteceu na edição anterior, estando previsto o envolvimento de nove professores. O curso custa 2850 euros, “para pagar instalações e docentes”, sendo as aulas em português, embora os livros possam ser em inglês.

Já o estágio irá reverter num ganho mensal bruto de 950 euros, acrescido de subsídio de alimentação, um valor que resultou de um acordo com as empresas, indica Luís Silva, para evitar as discrepâncias ocorridas aquando do lançamento da iniciativa.

O formato do curso enquadra-se no que se designa por project based learning. Por outras palavras, o dirigente explica que “é um curso prático, com trabalho em grupo e focado num projeto. É um só projeto em que todos colaboram”. Para melhor replicar um ambiente empresarial, o grupo mantém-se com as mesmas pessoas até ao final da formação.

Na primeira edição, o projeto visou desenvolver uma aplicação de gestão de projetos. Na segunda, que está agora a chegar ao fim, a ideia foi criar uma aplicação com várias funcionalidades para controlo remoto de uma casa inteligente. O projeto para a 3.ª edição ainda não está definido.

Os formandos que estão agora a terminar a 2.ª edição do Switch até eram em número inferior às vagas existentes, tendo em conta que algumas empresas ofereceram mais do que um lugar de estágio. Foi o caso da Critical Software, da Critical Tech Works, da Fabamaq e da Natixis – as quatro tecnológicas com mais vagas disponíveis.

A avaliar pela 1.ª edição do curso, Luís Silva acredita que todos os alunos que terminarem os estágios deverão continuar nas empresas. No caso da Fabamaq, por exemplo, sabe que os três estagiários deverão ser integrados na empresa.

“O Switch assegura níveis de qualidade muito elevados. Garante uma boa requalificação. A formação é intensa – são 35 horas semanais, mais o trabalho individual. A pessoa fica com competências que lhe permitem um rápido acesso ao mercado de trabalho como profissional de TI”, observa o dirigente.

Já a Porto Tech Hub regressa a 11 de outubro, desta vez, à Alfândega do Porto, para a 5.ª edição da conferência com o mesmo nome, para proporcionar, segundo a organização, “networking, partilha de conhecimentos e experiências”, neste ano sob o tema Art, culture and tecnologies, para mostrar que a intervenção tecnológica também se aplica às práticas artísticas e à cultura das organizações.

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