Banco de Fomento

“É nas soluções de capitalização que a IFD fará a diferença”

Painel com Conceição Lucas, José Fernando Figueiredo e Pedro Reis
Painel com Conceição Lucas, José Fernando Figueiredo e Pedro Reis

É na capitalização das empresas portuguesas que a Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) pretende fazer a diferença. O presidente executivo, José Fernando Figueiredo, assumiu-o nas Jornadas Millenium Empresas, dizendo que serão as soluções de capitalização, que não passem pelo capital de risco - que é útil e importante, mas que é pequeno em número e em escala -, que justificarão "a criação e a existência desta instituição". E frisou: "Se não o conseguirmos fazer [a grande diferença], considerarei um insucesso a minha presença aqui".

José Fernando Figueiredo foi convidado pelo BCP para participar, com Pedro Reis, ex-presidente da AICEP e Conceição Lucas, administradora executiva do Millennium, no debate sobre os “Desafios de financiamento e internacionalização das empresas portuguesas”. Começou, desde logo, por recusar falar em “banco de fomento, sublinhando que a IFD é apenas uma “sociedade financeira”, que tem como objetivo articular o que já existe, como as garantias mútuas e alguma coisa na área da internacionalização, e potenciá-lo com os chamados instrumentos financeiros.

No curto prazo, disse, o que se sentirá serão “algumas achegas” ao nível dos produtos PME Crescimento – recorde-se que a nova linha para 2015 já engloba 100 milhões de instrumentos de capital e de dívida convertível -, que chegarão no fim de março, mas que a grande diferença será ao nível dos instrumentos financeiros disponíveis no novo quadro comunitário de apoio, que contempla 1500 milhões para esse efeito e para os quais deve haver luz verde lá para o final do semestre. “Vamos ter de olhar para uma área muito específica [capitalização das empresas] onde, por várias razões, até culturais, e de falta de procura, vai ser preciso arranjar soluções novas”, frisou o CEO da Instituição Financeira de Desenvolvimento.

Já Pedro Reis falou da alteração de perfil e paradigma do novo quadro comunitário, com maior simplificação e transparência, e que tem no apoio à competitividade das empresas e à internacionalização da economia a prioridade. É um “programa voltado para o mundo privado”, afiança. Com o Portugal 2020, entrarão no país 25 mil milhões de euros de fundos comunitários Só este ano, adiantou Pedro Reis, estima-se que serão injetados na economia quatro mil milhões, por via da finalização do quadro anterior e da entrada em vigor do novo.

Sobre a internacionalização da economia portuguesa, Pedro Reis mostra-se convicto que os próximos anos serão de “consolidação de mercados” e, quando muito, de aposta em mercados adjacentes aos já existentes mais do que propriamente de abertura de muitos mercados novos.

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