Energia

Luís Amado: “É provável que a EDP reduza os seus ativos em Portugal”

TIAGO PETINGA/LUSA
TIAGO PETINGA/LUSA

Presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP admite que a elétrica tem "um peso excessivo na economia portuguesa".

A EDP deverá desinvestir dois mil milhões de euros em Portugal nos próximos três anos. Segundo Luís Amado, a elétrica “tem de diversificar o seu portfólio de ativos onde há potencial de crescimento”.

Em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, publicada esta segunda-feira, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e atual presidente do Conselho geral e de supervisão da EDP admite que a elétrica tem um “peso excessivo na economia portuguesa”.

E que o desinvestimento em Portugal em detrimento de outros mercados é “uma peça angular do plano estratégico”.

Amado aponta como “provável” que a EDP “reduza o seu portfólio, os seus ativos em Portugal”, já que na Península Ibérica “o potencial de crescimento de uma empresa que tem em alguns domínios 70% de quota de mercado é muito limitado”.

O responsável afirma ainda que “se nada for feito” a empresa corre o risco de ser desmembrada, face às “condições de concorrência” do setor. Rejeita, no entanto, que a sede da empresa saia de Portugal.

Na mesma entrevista Luís Amado considera que a EDP se tornou numa “arma de arremesso na batalha política e eleitoral”, nomeadamente no que toca à comissão de inquérito sobre as rendas excessivas.

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