Impostos

E se as gigantes tecnológicas pagassem impostos sobre receitas?

Foto: DR
Foto: DR

Ministros das Finanças de França, Alemanha, Itália e Espanha fazem proposta que aperta o cerco a empresas como a Google ou Amazon

E se as grandes empresas tecnológicas, como a Google ou a Amazon, passassem a pagar impostos sobre as receitas obtidas? A proposta parte dos ministros das Finanças de França, Alemanha, Itália e Espanha e pretende resolver o problema das baixas receitas de impostos que recebem destas empresas multinacionais.

Atualmente, estas grandes multinacionais pagam impostos através de subsidiárias estabelecidas em países da UE com regimes fiscais muito favoráveis, como a Irlanda. Desta forma, escapam ao radar dos impostos dos países onde os negócios são efetuados.

Em carta conjunta, a que a Reuters teve acesso, os governantes de quatro países da UE pedem à Comissão Europeia que mude as regras. “Não devemos aceitar mais que estas empresas tenham negócios na Europa e paguem valores mínimos aos nossos Tesouros”, referem.

O documento, que é assinado por Bruno Le Maire (França), Wolfgang Schauble (Alemanha), Pier-Carlos Padoan (Itália) e Luis de Guindos (Espanha), seguiu para a presidência estónia da UE, com conhecimento para todos os responsáveis da Comissão Europeia.

No documento apela-se a que a Comissão Europeia crie uma taxa compensatória sobre o volume de negócios que eleve os impostos pagos para o nível de tributação dos países onde as receitas são geradas.

Além do envio desta carta, os governantes devem levar o tema à reunião de ministros de 15 e 16 de setembro em Talin.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
lisboa casas turismo salarios portugal

Taxa de juro do crédito à habitação cai para 1%

Lisboa, 18/02/2020 - Plenário da Assembleia da República - Debate quinzenal com o primeiro ministro.
Primeiro Ministro António Costa com os restantes ministros que compõem o governo.
Jerónimo de Sousa - PCP
(Leonardo Negrão / Global Imagens)

Jerónimo avisa Costa que “sem aumentos salariais” os “problemas vão aumentar”

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos (C), acompanhado pelo ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno e pelo presidente da CP, Nuno Freitas (E), na assinatura do contrato de serviço público entre o Estado e a CP, na Estação do Rossio, em Lisboa, 28 de novembro de 2019. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

CP escapa a multas por atraso no contrato de serviço público

E se as gigantes tecnológicas pagassem impostos sobre receitas?