E se eu quiser garimpar ouro? Posso?

"Encontrado não é roubado", ai está um princípio que não se

aplica à extração ou exploração de minas.

Por isso, confine-se a procurar resquícios - sim, se encontrar

algo será de reduzida dimensão - nas proximidades das minas ou em

rios e riachos, que outrora fizeram alguns garimpeiros felizes,

nomeadamente o Tejo e o Ocreza (Castelo Branco). Só

precisa de uma bateia (utensílio usado na mineração para separar resíduos), sorte e paciência.

Em julho de 2008, o Correio da Manhã entrevistou Manuel Gonçalves, porventura, um dos últimos garimpeiros de Portugal. "Eu corri o rio Tejo todo. Explorei tudo o que havia para explorar. Comecei com 12, 13 anos. Iam nove, dez equipas de quatro ou cinco garimpeiros cada. Dormi muitas vezes por lá, no campo, à beira do rio. Semanas inteiras, até", lembrou.

Alguns dos locais mais requisitados para exploração de ouro têm sido Montemor, Valongo, Penedono, Jales e Vila Pouca de Aguiar.

A extração de minerais está prevista na Constituição

Portuguesa como "domínio público", estando restrita a empresas que apresentem vários requisitos, selecionadas após

concursos promovidos pelo Estado. As faculdades também poderão

obter autorizações para explorações, como explica a Direção Geral

Energia e Geologia (DGEG).

Se tiver interesse, siga o Sistema de Informação de Ocorrências

e Recursos Minerais Portugueses do LNEG (Laboratório Nacional de

Energia e Geologia), que regista

onde são feitas diversas descobertas de ouro no território

português.

Os casos de empresas a investir no ouro continuam a crescer, numa

altura em que o preço do mesmo continua a subir (leia mais aqui). Segundo o Instituto

Nacional de Estatística, o ouro representou 9% do crescimento das

exportações entre janeiro e agosto de 2012. As exportações de ouro luso ascenderam a 455,9

milhões de euros nos primeiros sete meses de 2012. Um crescimento de

75% relativamente ao mesmo período de 2011.

Quanto aos projetos de exploração de ouro em

Portugal, destacam-se Montemor, no Alentejo, e

Gralheira/Jales, em Trás-os Montes, com um potencial já avaliado

em 2,5 mil milhões.

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