Imobiliário

“É urgente construção nova”, defende associação de mediadores imobiliários

Construção em Portugal cai 12,8%

No terceiro trimestre foram vendidas 38.988 habitações usadas e 6.947 novas

A venda dos alojamentos familiares aumentou 19% entre janeiro e setembro, com 132.270 imóveis transacionados, após o melhor trimestre desde que há registo, de acordo com os dados hoje divulgados pela associação do setor (APEMIP).

Segundo uma nota do gabinete de estudos da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), o terceiro trimestre de 2018 contabilizou 45.935 transações de casas para habitação, representando um aumento de 18% face a igual trimestre de 2017, e fixando-se como o melhor desde que há registo.

Estes números confirmam as estimativas da APEMIP, que prevê que a venda de casas tenha crescido entre 15 a 20% no conjunto do ano.

De acordo com a associação, foram vendidas 38.988 habitações existentes e 6.947 habitações novas, um número que de acordo com o presidente da APEMIP, Luís Lima, citado na nota, “não é surpreendente”.

“É natural que as habitações usadas tenham uma maior representatividade no mercado, porque o ‘stock’ de casas novas é muito escasso, o que faz com que o mercado de usados tenha maior dinâmica. Tal vai ao encontro do que tenho vindo a afirmar quando digo que é urgente que haja construção nova, sobretudo a preços acessíveis que possam dar resposta à procura crescente que hoje existe para a classe média”, afirma.

O valor de vendas de casas aumentou 29,1% no terceiro trimestre, face ao período homólogo, para os 6,3 mil milhões de euros.

Por regiões, a Área Metropolitana de Lisboa atingiu as 16.188 vendas, que corresponderam a cerca de 3,1 mil milhões de euros.

A região Norte, por sua vez, apresentou mais de 13.000 transações com um total de 1,4 mil milhões de euros.

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