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Easypay. Pagamentos instantâneos e sem dinheiro são o futuro

Pagamentos instantâneos e que não passam pelo sistema bancário vão poupar dinheiro. FOTO: Diana Quintela/GI
Pagamentos instantâneos e que não passam pelo sistema bancário vão poupar dinheiro. FOTO: Diana Quintela/GI

A partir de 2018, deixam de ser os bancos a mandar no saldo da sua conta: poderá pagar a quem entender sem pedir licença à instituição bancária.

A empresa portuguesa Easypay está a investir seis milhões de euros numa plataforma que vai permitir fazer pagamentos instantâneos e sem passar pelo banco – a tendência de futuro, que tem luz verde da União Europeia para mudar a vida dos bancos e dos pagamentos em janeiro de 2018, baixando custos a comerciantes e consumidores.

Hoje, os pagamentos dependem de instrumentos bancários, de comunicação de dados, de tempo de espera e de pagamento de comissões elevadas. Em 2018, o consumidor vai dispensar tudo isso e pagar automaticamente e de forma segura tudo o que entender. Também os particulares poderão enviar pedidos de pagamento a outros e receber o dinheiro em segundos.

“Até agora, o poder de fazer pagamentos tem estado nas mãos dos bancos, mas em breve estará apenas na mão dos consumidores. Os bancos vão ter de reinventar-se e Inglaterra está a posicionar-se muito depressa para estar na linha da frente desta revolução”, explica Sebastião Lancastre, CEO da Easypay, a única startup portuguesa a participar nas conferências de preparação Next Generation Banking e na Money 20/20.

“Estamos a preparar-nos e vamos lançar uma solução de pagamento até ao final do ano”, desvenda o CEO da empresa, que já tem licença para operar em 27 países e processou mais 27% de pagamentos em 2015, no valor de 61 milhões de euros.

O volume de transações em todo o mundo sem envolver dinheiro físico atingiu 325 mil milhões de euros em 2013, um aumento de 7,6% face a 2012, segundo o relatório World Payments 2015, da consultora Capgemini e do Royal Bank of Scotland. Os números de 2014 deverão ter crescido 8,9%, totalizando 354 mil milhões de euros. Uma fatia significativa desse negócio sairá das mãos dos bancos, mas exigirá outras soluções de autenticação como a que a Easypay está a desenvolver.

“Será uma revolução como a do iPhone, que mudou o uso do telemóvel, embora haja quem ainda o use só para telefonar. No caso dos pagamentos, a pessoa não deixará de ter conta bancária, mas já não precisará de cartão bancário, nem de pagar comissões receber ou transferir dinheiro em segundos e para qualquer parte da UE”, explica Sebastião Lancastre.

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