Economia cresce 7% desde 2003

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Moçambique ganhou a sua independência em 1975 e desde então a sua evolução não tem parado. Um dos países mais pobres do mundo em meados da década de 70, o crescimento económico do país tem sido impressionante na última década com uma taxa média de crescimento do PIB de 7,1%, passando dos 4,6 mil milhões de dólares em 2003 para os atuais 14,5 mil milhões.

O ministro da Economia português escolheu visitar Moçambique numa das suas primeiras deslocações oficiais. Na mala, António Pires de Lima leva um assunto da mais alta importância para Portugal neste momento: a internacionalização das empresas portuguesas. Mais, na visita o ministro vai visitar Feira Internacional de Maputo (Facim), este ano dedicada a Portugal. Atualmente residem mais de 25 mil portugueses no país, com muitos a terem partido nos últimos anos há procura de uma oportunidade de trabalho ou para fazer negócio.

Relações económicas Portugal-Moçambique

Entre 2005 e 2010, Portugal foi o maior investidor no país, sendo de
destacar também a África do Sul, Maurícias, Reino Unido, Emirados Árabes
Unidos, Estados Unidos da América, Noruega, China e Índia. A China
tornou-se na maior fonte de investimento direito estrangeiro em 2011,
seguida da África do Sul e de Portugal, de acordo com dados compilados pela AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

Entre 2007 e 2011, Portugal investiu directamente no país 513 milhões de euros, uma média de 100 milhões anuais. No entanto, o valor tem vindo a descer, passando dos 113 milhões registados em 2007 para os 74 milhões despendidos em 2011.

O país
africano têm vindo a crescer em importância como destino das exportações
nacionais. Em 2011, Moçambique situava-se na posição do ranking, com
uma quota de 0,51%. Como fornecedor de Portugal, Maputo ocupa uma
posição pouco relevante não indo além da 62ª posição, uns residuais
0,07% das importações nacionais.

Lisboa vende essencialmente a
Maputo máquinas e aparelhos (37,5%), metais comuns (10,8%) e veículos e
outros materiais de transportes (9,1%).

Por seu turno, Portugal compra principalmente bens alimentares (49,3%), bens agrícolas (22,8%) e matérias têxteis (5,5%).

Economia moçambicana

O forte desenvolvimento económico do país foi mesmo um dos melhores de África nos últimos anos, tendo passado relativamente incólume à crise financeira e económica que teve início em 2008. A sua localização estratégica, vizinha da África do Sul, no sul do continente torna-o numa porta de entrada para esta região, no mercado dos 15 países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês).

O país austral tem um grande potencial de recursos naturais incluindo gás natural, carvão, titânio, alumínio e a capacidade hidroeléctrica, sendo de destacar a barragam de Cahora Bassa, cuja maioria da produção energética, 62%, destina-se à África do Sul.

A distribuição sectorial da economia moçambicana é bastante diversificada. Os serviços pesaram 43,8% no PIB em 2011, seguido da agricultura com 32% e da indústria com 24,2%.

O alumínio é a principal fonte de receita das exportações moçambicanas, seguido pelo carvão, que poderá vir a suplantar o alumínio na primeira posição nos próximos anos. O gás natural, exportado somente para a África do Sul, deverá também tornar-se numa das principais fontes de rendimento do país a partir de 2017.

O desenvolvimento da agricultura deverão também produzir efeito e conduzir a um aumento das exportações de tabaco, algodão e cajú. As exportações moçambicanas deverão crescer mais de 60% entre 2012 e 2017.

Exportações e importações

Segundo dados da AICEP, a África do Sul é o país que mais produtos vendeu a Moçambique em 2011 (33,6% do total), seguido dos Países Baixos (10,7%) e dos Emirados Árabes Unidos (6,4%). Portugal surge na 7ª posição, responsável por 3,5% das importações.

Em relação às exportações, os Países Baixos surgem na primeira posição em 2011, com uma quota de 38,9%, sendo de destacar, todavia, que os dados refletem o chamado efeito Roterdão, o porto onde desembarca uma parte considerável das mercadorias destinadas ao mercado da União Europeia. Segue-se a África do Sul com 16,2% das vendas e do Reino Unido com uma quota de 5,5%. Portugal surge num modesto 15ª lugar, com apenas 1,18% do total.

O alumínio é o produto mais exportado por Moçambique (45,1% do total, seguido dos combustíveis (16,3%), representando 61% do total de produtos vendidos ao exterior.

Maputo importa essencialmente combustíveis e óleos minerais (23,6% em 2011), máquinas e aparelhos mecânicos (14%), alumínio (11%), veículos automóveis (10,2%) e cereais (4,9%).

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