Economia da Nova Zelândia cai 12,2% no 1.º trimestre

Os países que registam as maiores crises económicas e sociais são os que têm seguido a estratégia de confinar e impor o uso de máscara facial.

A economia da Nova Zelândia registou uma queda de 12,2% no segundo trimestre, em comparação com o período homólogo de 2019, o pior valor da história do país, anunciaram as autoridades esta quinta-feira.

"O declínio de 12,2% do produto interno bruto (PIB) no trimestre é de longe o maior registado na Nova Zelândia", indicou o instituto de estatística neozelandês.

O arquipélago já tinha registado uma diminuição de 1,6% no PIB nos primeiros três meses do ano. Agora com a queda de 12,2, o país entrou oficialmente em recessão.

O período que abrange o segundo trimestre do ano coincidiu com a aplicação de rigorosas medidas de confinamento para prevenir a pandemia da covid-19. O confinamento começou em finais de março e terminou após cerca de dois meses.

O porta-voz do instituto Paul Pascoe afirmou que o encerramento das fronteiras do país, desde 19 de março, teve enorme impacto em vários setores da economia.

Atividades "como comércio a retalho, hotéis, restaurantes e transportes viram as receitas diminuir significativamente, uma vez que se encontram entre as mais afetadas pela proibição de viagens internacionais e pela rigorosa contenção imposta", explicou.

"Outras indústrias, tais como as de alimentos e de bebidas sofreram significativamente menos durante o período", acrescentou.

Mais de 936 mil pessoas que morreram em todo o mundo tinham testado positivo a covid-19. O número de pessoas positivas ao novo coronavírus atingiu os 29,6 milhões, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Mas os números amplamente divulgados em todos os países também refletem as indicações da Organização Mundial da Saúde, de que todas as mortes devem ser registadas com a causa de morte covid-19 mesmo que a doença não tenha provocado diretamente o falecimento. Para tal, basta que as vítimas mortais tenham testado positivo a covid-19 ou tenha havido suspeitas de que tinham sido expostas à nova estirpe de coronavírus.

As medidas para combater a pandemia paralisaram setores inteiros da economia mundial e levaram o Fundo monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 4,9% em 2020, arrastada por uma contração de 8% nos Estados Unidos, de 10,2% na zona euro e de 5,8% no Japão.

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