Economia do euro com 3ª maior queda de sempre no final de 2012

O ex-CEO do Barclays
O ex-CEO do Barclays

A recessão na Europa já é difícil de contornar e até os países mais ricos começam a mostrar fragilidade perante a crise do euro. Dados hoje revelados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) expõem não só uma zona euro mais fraca, como uma União Europeia em queda.

O PIB da UE teve no quarto trimestre a maior queda do ano, com a economia a contrair 0,5%. Já na zona euro a queda foi de 0,6% relativamente ao trimestre anterior. Foi a terceira maior queda desde que a OCDE disponibiliza dados, igual à do terceiro trimestre de 2008 e apenas inferior ao quatro trimestre do mesmo ano (-1,7%) e primeiro trimestre de 2009 (-2.8%).

Esta contração do Produto Interno Bruto deve-se especialmente à derrapagem das economias mais fortes. Na Alemanha a economia teve a sua primeira contração desde 2009, o que verifica uma quebra da economia de 0,6%. Por seu lado, em França e no Reino Unido, a contração do PIB foi de 0,3%, no quarto trimestre do ano.

Numa comparação homóloga, o PIB da OCDE – que face ao 3º trimestre caiu 0,2%, depois de um crescimento de 0,3% entre julho e setembro – abrandou para 0,7%. Entre as sete maiores economias da região, destaque para os Estados Unidos da América, cuja economia cresceu 0,8% e para a Itália cuja quebra da economia foi de 2,7%, a maior da União Europeia.

Portugal acusou, no quarto trimestre uma recessão de 1,8% do PIB, numa comparação com o trimestre anterior. Isto constitui a maior queda em cadeia do ano.

Em volume, o PIB contraiu-se 3,8% entre setembro e dezembro face ao mesmo período de 2011, no trimestre anterior a variação tinha sido de -3,5%.

A quebra nas exportações de bens e serviços está a motivar esta quebra no produto interno bruto nacional. Por outro lado, a redução no consumo pesou menos nas contas portuguesas, com uma redução menos acentuada do investimento.

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