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Economia portuguesa abranda para 2,5% no terceiro trimestre

António Costa, primeiro-ministro. Fotografia: NUNO FOX/LUSA
António Costa, primeiro-ministro. Fotografia: NUNO FOX/LUSA

INE nota uma aceleração do consumo privado e um abrandamento do Investimento. O contributo da procura externa líquida foi negativo.

O crescimento da economia portuguesa perdeu alguma força. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), cresceu 2,5% em termos reais no terceiro trimestre face a igual período de 2016, mas este valor fica abaixo dos 3% obtidos no trimestre anterior.

Com estes resultados, significa que a economia está a crescer, em média (desde janeiro), cerca de 2,8%, o que é mais do que os 2,6% que o governo inscreveu no cenário do Orçamento do Estado para 2018. Significa, pois, que a economia ainda poderá desacelerar mais até ao final do ano.

Relativamente aos novos dados do terceiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) não perdia gás desde o início do ano passado.

O INE explica que a procura interna está a puxar ainda mais pelo crescimento e que, pelo contrário, o comércio internacional voltou a penalizar a dinâmica do PIB porque as exportações perderam gás e as importações subiram com mais força.

“O contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou, verificando-se uma aceleração do consumo privado e um abrandamento do investimento”, refere o instituto na nota divulgada esta terça-feira.

“O contributo da procura externa líquida foi negativo, contrariamente ao registado no trimestre anterior, refletindo a desaceleração em volume das exportações de bens e serviços e a aceleração das importações”.

Há umas semanas, o INE tinha feito uma ligeira revisão em alta (uma décima) do crescimento do segundo trimestre, que passou de 2,9% para 3%. Mas desta vez fica tudo na mesma.

O INE explica que “esta estimativa rápida incorpora revisões na informação de base utilizada anteriormente, nomeadamente no que se refere ao comércio internacional de bens, que não implicaram revisões nas taxas de variação homóloga e em cadeia do PIB em volume”.

Em termos trimestrais (variação em cadeia), a economia ganhou força no terceiro trimestre, mas isso costuma acontecer já que se verifica o efeito sazonal do verão e do turismo. Assim, no período de julhos a setembro “o PIB aumentou 0,5% em termos reais, mais 0,2 pontos percentuais que no trimestre anterior”, refere o instituto.

Os primeiros resultados completos para o PIB do terceiro trimestre (com informação detalhada sobre consumo, investimento, exportações, importações) serão divulgados a 30 de novembro.

(atualizado às 12h20 com mais informações)

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