Economia portuguesa afunda 16,3% entre abril e junho

Quebra da procura interna contribui para a forte contração da economia, revela INE.

O Produto Interno Bruto registou uma quebra de 16,3% no segundo trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, e de 13,9% em comparação com o trimestre anterior, revela esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística.

A quebra do PIB é justificada pela expressiva contração do Consumo Privado e do Investimento, avança o INE.

"Este resultado é explicado em larga medida pelo contributo negativo (-11,9 pontos percentuais) da procura interna para a variação homóloga do PIB, consideravelmente mais acentuado que o observado no trimestre anterior (-1,2 pontos percentuais)", diz.

Na estatística hoje divulgada, o resultado do PIB é revisto em baixa em 0,2 pontos percentuais – de 16,5% para 16,3% - face ao divulgado no fim de julho, mas mantendo valores de contração histórica da economia portuguesa.

A procura externa líquida foi negativa no segundo trimestre (-4,4 pontos percentuais), traduzindo a diminuição mais significativa das exportações de bens e serviços que a observada nas importações de bens e serviços. Para esta quebra contribuiu em grande medida a quase interrupção do turismo de não residentes, realça o INE.

Comparativamente com o 1º trimestre de 2020, o PIB diminuiu 13,9% (variação em cadeia de -3,8% no trimestre anterior). Este resultado é também explicado principalmente pelo contributo negativo (-10,7 pontos percentuais) da procura interna e da procura externa líquida (-3,2 pontos percentuais).

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