Energia

EDP quer duplicar clientes com serviços adicionais: 1,6 milhões até 2021

Vera Pinto Pereira, CEO da EDP Comercial e Administradora da EDP
(Filipe Amorim / Global Imagens)
Vera Pinto Pereira, CEO da EDP Comercial e Administradora da EDP (Filipe Amorim / Global Imagens)

Até 2021, a EDP quer que 40% dos seus quatro milhões de clientes em Portugal tenham serviços adicionais contratados através da conta da luz.

A EDP Comercial vai começar a vender eletricidade na Polónia em 2019, primeiro no mercado empresarial e estendendo depois a sua oferta aos consumidores domésticos. O anúncio foi feito esta terça-feira pela nova CEO da EDP Comercial, Vera Pinto Pereira, no mesmo dia em que a empresa avançou também a estratégia de crescer nos próximos anos por via da venda de serviços adicionais, como o serviço de reparações e manutenção Funciona, planos de saúde, certificação energética, mobilidade elétrica, sistemas de armazenamento e baterias de lítio, painéis fotovoltaicos, entre outros.

A gestora que veio do mundo das telecomunicações e há sete meses assumiu a liderança da elétrica estabeleceu como meta para os próximos três anos (2019 a 2021) “40% de penetração nos serviços adicionais” (o que equivale a cerca de 1,6 milhões de clientes, de um total de quatro milhões), com a duplicação do número de clientes também no serviço Funciona.

Neste momento, são 18% os clientes da EDP que têm estes serviços contratados, o que significa que a empresa quer mais do que duplicar no espaço de três nos a venda de produtos e serviços de valor acrescentado. Este ano, garante Vera Pinto Pereira, o serviço Funciona para o mercado residencial registou um crescimento de 15% em Portugal, enquanto no segmento empresarial a venda de serviços de eficiência energética cresceu 37%. Já a partir do próximo ano a EDP vai introduzir “novos serviços e produtos”, depois de em 2018 ter passado a comercializar um plano de saúde com um valor mensal que se paga juntamente com a fatura de eletricidade.

Com os serviços adicionais a abrangerem mais de um milhão de clientes de eletricidade e gás natural em Portugal, a ERSE emitiu uma recomendação aos cinco comercializadores que disponibilizam estes serviços no mercado liberalizado a cerca de 800 mil clientes de eletricidade e 220 mil clientes de gás natural, o que reflete um crescimento de 240% face a 2017. Estes serviços não estão sob a alçada do regulador, mas desde 2016, que a ERSE tem vindo a monitorizar os serviços adicionais prestados pelos comercializadores de energia elétrica e gás natural. Este ano a estidade reguladora voltou a solicitar às empresas informações sobre condições gerais e particulares dos serviços, descontos no fornecimento de energia elétrica e gás natural associadas aos serviços adicionais, modo de faturação, número de clientes que contrataram os serviços, modo de cessação e renovação dos serviços.

Tal como o Dinheiro Vivo já tinha avançado, em 2017 a EDP foi condenada pela ERSE por práticas comerciais desleais, como o corte no abastecimento de eletricidade por falta de pagamento de serviços adicionais. Fonte oficial da ERSE confirmou que “houve uma condenação de 20 mil euros contra uma empresa por interrupção de fornecimento de energia por falta de pagamento de um serviço adicional de manutenção de equipamentos”.

Vender eletricidade na Polónia e ser líder na mobilidade elétrica

Além dos serviços adicionais, Vera Pinto Pereira sublinhou que a EDP Comercial tem também a ambição de ser “líder na mobilidade elétrica” nesta nova fase de mercado pós-1 de novembro de 2018, em que os carregamentos rápidos na rede Mobi.E começaram a ser pagos pelos utilizadores de veículos elétricos.

Com uma carteira de quatro milhões de clientes em Portugal, a empresa quer agora fazer “crescer a base de clientes”em quatro novos mercados que já tinham sido anunciados por António Mexia: França, Itália, Polónia e o estado norte-americano do Texas. Estas novas geografias juntam-se à comercialização de energia a clientes finais em Portugal, Espanha e Brasil.

Para a Polónia, “mercado onde o processo andou mais rápido muito por via da presença da EDP Renováveis no país”, está já escolhida uma nova country manager que vai começar a trabalhar na oferta para o segmento empresarial. Para os restantes mercados, a CEO não avança datas para já.

França, Itália, Polónia e o estado norte-americano do Texas foram os quatro novos mercados, escolhidos de entre uma lista de 15 possíveis, para alargar o negócio de venda de energia, com o objetivo de conquistar um milhão de novos clientes no espaço de cinco anos.

Quanto a uma possível subida dos preços em 2019, Vera Pinto Pereira diz que ainda é prematuro falar nisso e que qualquer decisão está dependente das tarifas para o mercado regulado que a ERSE vai ainda apresentar até 15 de dezembro.

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