Ambiente

Administração pública recebe 54,5 milhões para eficiência energética

João Matos Fernandes, ministro do Ambiente
João Matos Fernandes, ministro do Ambiente

O programa para aumentar a eficiência energética da administração central arrancou com 54,5 milhões de euros de fundos europeus

O programa para aumentar a eficiência energética da administração central arrancou com 54,5 milhões de euros de fundos europeus, estando aberta uma segunda fase de candidaturas a 100 milhões de euros, revelou hoje o ministro do Ambiente.

Em causa está a componente de eficiência ambiental da administração pública, “muito importante para o país”, e integrada no POSEUR – Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, gerido pelo Ministério do Ambiente, explicou Matos Fernandes, no Porto, à margem da apresentação dos projetos aprovados nesta área para o Politécnico do Porto (P.Porto) e para o Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto.

De acordo com Matos Fernandes, no total foram aprovados 26 projetos, “quase todos de hospitais e instituições universitárias”, que vão ser financiados com 54,4 milhões de euros de fundos comunitários “já aprovados”, estando aberto “um segundo aviso” com “mais 100 milhões de euros do fundo de coesão para investir na eficiência energética dos edifícios da administração pública”.

Durante a cerimónia de apresentação dos projetos do P.Porto e do IPO, Matos Fernandes notou que, quando tomou posse, “havia 17 candidaturas” às várias vertentes previstas no POSEUR.

“Agora, temos mais de 1000 candidaturas aprovadas, só do fundo coesão, o que corresponde a um total de mil milhões de euros que estão, neste momento, a ser investidos em projetos para melhorar eficiência recursos e garantir melhor performance ambiental”, afirmou.

O governante lembrou que “Portugal tem compromissos muito claros no âmbito do Acordo de Paris”, que é “excelente” mas que “não vai permitir chegar onde se quer no fim do século”, mesmo com o “somatório dos compromissos assumidos por cada país”.

“Teremos um aumento da temperatura na casa dos três graus. Por isso, cada país, a cada ano tem de renovar a sua ambição”, frisou, referindo-se a uma resolução do Conselho de Ministros e à meta de 2050 no “novo roteiro de redução de carbono”.

O objetivo da iniciativa, acrescentou Matos Fernandes, é definir uma sociedade descarbonizada, com capacidade de criar emprego sem consumir tantos recursos primários e uma economia que produza muito menos gases com efeito de estufa”.

O ministro notou que este Governo “decidiu”, no prazo de quatro anos, “erradicar o amianto” dos 4.200 edifícios onde o material ainda está presente.

“Portugal quer chegar a 2020 com 60% da energia consumida vinda de fontes renováveis”, observou Matos Fernandes.

O ministro disse não ter “dúvidas” sobre meta de 2020, vincando que as metas que não se consegue garantir “estão do lado da eficiência energética”.

“Aqui, o compromisso é chegar a 2020 coma administração pública a consumir menos 30% de energia. Daí resultam ganhos muito claros para a bioesfera, para a redução de gases que provocam efeitos de estufa e ganhos financeiros”, afirmou.

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