Elétricas europeias pedem aposta no hidrogénio verde

EDP, Enel e Iberdrola, entre outras, associaram-se às associações europeias de energia solar e eólica para a iniciativa 'Choose Renewable Hydrogen'

Oito empresas europeias do sector elétrico, entre as quais a EDP, e duas associações representativas das indústrias solar e eólica, a SolarPower Europe e WindEurope, lançaram esta segunda-feira uma iniciativa conjunta, a 'Choose Renewable Hydrogen', pedindo à Comissão Europeia que aposte e promova o hidrogénio verde.

Em carta aberta enviada ao vice-presidente executivo da Comissão Europeia, Frans Timmermans, os CEO da Akuo Energy, BayWa, EDP, Enel, Iberdrola, MHI Vestas, Orsted e Vestas, além das duas associações já referidas, consideram que a Europa precisa de fazer as "escolhas certas" e de dar prioridade aos caminhos "mais eficientes, sustentáveis e com um melhor custo-benefício para descarbonizar a economia e criar empregos".

Os subscritores da iniciativa admitem que mais de 60% do consumo final de energia pode ser coberta por uma eletrificação direta, já que a eletricidade renovável "é competitiva em termos de custo e altamente escalável", constituindo, por isso o "principal fator de descarbonização" ao nível do transporte rodoviário, por exemplo. No entanto, lembram que há outros sectores, como a indústria química, alguma indústria pesada, o transporte rodoviário de longo curso, o transporte marítimo e a aviação, nos quais a eletrificação completa pode ser "muito cara" ou ter "outros desafios técnicos". Esses terão que funcionar a gás, dizem, e o hidrogénio verde será a "solução mais económica e sustentável" para a descarbonização.

E porque o investimento em hidrogénio verde (hidrogénio produzido por eletrólise, alimentado por eletricidade 100% renovável) não só "reduz a dependência energética da UE face a países terceiros", como tem um "grande potencial em termos de criação de riqueza e de emprego", António Mexia e restantes presidentes executivos pedem aos líderes europeus que, no desenho dos planos de estímulo

à economia do pós-covid-19, que "façam as escolhas certas e coloquem as energias renováveis no centro do futuro sistema energético da Europa". A Europa poderá, assim, "liderar o processo de transformação energética global e moldar o seu Green Deal como uma verdadeira história de sucesso", frisam.

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