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Eletricidade. Consumo no semestre foi o mais baixo desde 2004

Foto: D.R.
Foto: D.R.

Consumo recuperou em junho, caindo apenas 7,4% em vez dos 12 e 13,2% de abril e maio. Mesmo assim, no acumulado do semestre, a quebra é de 5,1%

O consumo de energia elétrica no primeiro semestre em Portugal foi o mais baixo desde 2004. De acordo com os dados da REN, o consumo caiu 5,1% nos primeiros seis meses do ano, ou 5,2% se tivermos em conta a correção dos efeitos da temperatura e dos dias úteis.

De acordo com a empresa gestora das redes nacionais, o consumo de eletricidade no mês de junho foi 7,4% inferior ao período homólogo (8,8% a menos com a correção de temperatura e dias úteis) o que, apesar de tudo, mostra “alguma recuperação” face a abril e maio, meses em que o consumo havia caído 12% e 13,2%, respetivamente.

Em comunicado, a REN dá ainda conta que o índice de produtibilidade hidroelétrica se situou, em junho, nos 0,78 (média histórica igual a 1), enquanto a produtibilidade eólica, mais favorável, se situou em 1,04 (média histórica igual a 1). “A produção renovável abasteceu 49% do consumo nacional, a produção não renovável 37%, enquanto os restantes 14% foram abastecidos com energia importada”, destaca a REN.

No acumulado do semestre, o índice de produtibilidade hidroelétrica ficou ligeiramente abaixo do valor médio, com 0,96 (média histórica igual a 1), enquanto que o de produtibilidade eólica foi mais desfavorável com 0,86 (média histórica igual a 1). No mesmo período, a produção renovável abasteceu 65% do consumo: a energia hidroelétrica representou 31%, a eólica 24%, a biomassa 7% e a fotovoltaica 2,5%.

A produção não renovável abasteceu 29% do consumo do semestre, essencialmente através do gás natural já que a produção energética através de carvão “não teve significado”. O saldo de trocas com o estrangeiro foi importador e o é equivalente a cerca de 6% do consumo nacional.

Quanto ao gás natural, o consumo acumulado do semestre mostra uma redução de 5,4%: apesar do segmento de produção de energia elétrica ter apresentado um crescimento de 4,9%, o segmento convencional contraiu 9,4%. Já considerado apenas o mês de junho, a quebra no consumo de gás natural foi de 18,7%, em resultado de uma variação negativa de 13,5% no segmento convencional e de 25,4% no segmento de produção de energia elétrica. “Tal como na eletricidade, verificou-se algum alívio na tendência de redução dos consumos que se vinha observando nos meses de abril e maio”, diz a REN.

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