Eletricidade. Portugal é o 7º país da UE com os preços mais elevados

Só Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha e Itália pagam mais de eletricidade do que as famílias portuguesas. Os preços mais baixos ocorrem nos países do Leste

O preço da eletricidade caiu em Portugal, no primeiro semestre do ano, para os clientes domésticos, comparativamente ao período homólogo, tendo subido no segmento industrial. Portugal permanece como o 7º país da União Europeia com os custos mais elevados para as famílias, abaixo da Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Irlanda e Itália. Os preços mais baixos ocorrem nos países do Leste, como a Bulgária e Hungria.

Os dados são do Boletim Comparação de Preços de Eletricidade Eurostat, da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), que procede à análise da evolução das tarifas nos últimos cinco anos para concluir que as famílias portuguesas têm pago menos pela eletricidade do que as espanholas, com exceção do primeiro semestre de 2016. Já na comparação com a média da União Europeia, "os preços têm sido superiores em Portugal, com exceção dos primeiros semestres de 2019 e 2020", destaca o regulador.

Numa análise mais fina, designadamente às bandas de consumo mais representativas em Portugal, quer no segmento doméstico quer no industrial, as bandas DC e IB, respetivamente, o regulador destaca que o preço médio para o segmento doméstico caiu 1,4% face ao primeiro semestre de 2019, tendo subido 2% para os clientes industriais. "Comparativamente a Espanha, à Área do Euro e à média da União Europeia, Portugal apresenta um preço médio inferior para ambos os segmentos. Este diferencial de preços é mais acentuado face aos preços da Área do Euro, com preços 6% acima dos de Portugal para os consumidores domésticos e 13,6% acima dos de Portugal para os consumidores não-domésticos", pode ler-se no relatório.

Significativo é o facto de, no segmento doméstico, a componente de energia e redes em Portugal se manter "entre as mais reduzidas" da União Europeia, correspondendo a 54% do preço final. Ou seja, Portugal continua a ter uma das energias mais baratas da Europa, embora o preço final pago pelos consumidores seja dos mais elevados. A explicação está nos impostos. "A componente de taxas e impostos é a quarta mais elevada da Europa, essencialmente devido aos designados Custos de Interesse Económico Geral (CIEG), que resultam de opções de política energética e que representam 27% do preço final", destaca o regulador.

No segmento industrial a situação é um bocadinho melhor, com a componente de energia e redes a representar 70% do preço final (sem IVA), mas a verdadee é que a parcela de taxas e impostos em Portugal para estes clientes continua a ser a quinta mais elevada da União Europeia, essencialmente devido aos CIEG, que representam 29% do preço final (sem IVA).

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