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Elisa Ferreira. O perfil da nova comissária europeia

( Jorge Amaral / Global Imagens )
( Jorge Amaral / Global Imagens )

A sucessora de Carlos Moedas foi nomeada administradora do Banco de Portugal em junho de 2016 e no ano seguinte vice-governadora.

Elisa Ferreira, cujo nome foi indicado pelo primeiro-ministro para comissária europeia é doutorada em Economia, vice-governadora do Banco de Portugal desde setembro de 2017, foi eurodeputada e fez parte dos dois governos de António Guterres.

Nasceu a 17 de outubro de 1955, no Porto e tem 63 anos. Elisa Maria da Costa Guimarães Ferreira é casada, mãe de duas filhas já maiores de idade e licenciou-se em Economia pela Universidade do Porto em 1977. Tem um mestrado e um doutoramento pela Universidade de Reading, em Inglaterra, (1981 e 1985).

Foi nomeada administradora do Banco de Portugal em junho de 2016 e no ano seguinte vice-governadora. Foi ministra dos governos chefiados por António Guterres, primeiro do Ambiente – onde teve José Sócrates como secretário de Estado, entre 1995 e 1999, e depois do Planeamento, entre 1999 e 2002.

De acordo com uma biografia disponível na página da Internet do Banco de Portugal, foi também vice-presidente executiva da Associação Industrial Portuense (1992-1994) e vice-presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte (1989-1992), entidade que integrou em 1979.

Entre 1989 e 1992, desempenhou funções de vogal do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Estatística. Elisa Ferreira foi também deputada ao Parlamento Europeu (2004-2016) integrando ao longo de todo o período a Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários, onde foi também coordenadora (porta-voz) do Grupo Parlamentar dos Socialistas e Democratas.

No Parlamento Europeu, Elisa Ferreira foi relatora de várias propostas legislativas relacionadas com o sistema financeiro e com matérias de política económica, orçamental e fiscal. Foi também docente da Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Em 2005 foi agraciada com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo. Em 2009 foi ainda candidata pelo Partido socialista à presidência da câmara do Porto.

Uma fonte oficial do gabinete do primeiro-ministro disse hoje à agência Lusa que António Costa, escolheu a ex-ministra Elisa Ferreira para comissária europeia e já o comunicou à nova presidente da comissão.

O comissário europeu Carlos Moedas saudou a escolha de Elisa Ferreira para comissária europeia, afirmando-se “muito descansado” e “muito contente por passar o testemunho” a uma “europeia convicta”, respeitada em Bruxelas e “à esquerda e à direita”.

Lembrando que sempre contou com o “apoio incondicional” de Elisa Ferreira desde que se cruzaram pela primeira vez no Parlamento Europeu, em 2014, numa altura em que ainda era comissário nomeado para a ‘Comissão Juncker’ – designado pelo governo PSD/CDS-PP -, Carlos Moedas salientou o facto de a antiga eurodeputada socialista ser “respeitada em Bruxelas por todos” e “respeitada à esquerda e à direita”, o que, apontou, “é um ativo importante” para o cargo que vai exercer, no qual terá de “fazer essas pontes entre a esquerda e a direita”.

A eurodeputada do Bloco de Esquerda (BE), Marisa Matias, disse esperar que Elisa Ferreira, enquanto comissária europeia, seja uma voz forte contra a política de destruição dos serviços públicos e do mercado de trabalho.

“Nós convergimos muitas vezes na crítica à política económica monetária europeia, convergimos muitas vezes na crítica à austeridade, com exceção do pacote da governação económica em que não estivemos do mesmo lado. (…) Sinceramente, espero que Elisa Ferreira possa ser essa voz forte que precisamos”, disse.

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel saudou a escolha de Elisa Ferreira para comissária europeia considerando-a uma pessoa experiente.

“Saúdo a escolha de Elisa Ferreira para comissária. Experiente, competente e com rede europeia. Também por ser a primeira mulher portuguesa”, disse hoje Paulo Rangel numa mensagem na rede social Twitter. Paulo Rangel destaca também que Elisa Ferreira pode “ter uma boa pasta como a economia, o ambiente ou desenvolvimento regional”.

 

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