Turismo

Em plena pandemia, Neya abre hotel de 18 milhões no Porto

Abertura da nova unidade na marginal do Douro acontece já nesta segunda-feira. Fotografia: D.R.
Abertura da nova unidade na marginal do Douro acontece já nesta segunda-feira. Fotografia: D.R.

O grupo reconhece que é um desafio inaugurar uma unidade nesta fase. Para já, está a apostar no mercado ibérico e no segmento famílias.

O Neya Porto Hotel abre portas nesta segunda-feira, após um investimento de 18 milhões de euros, comparticipado em cerca de seis milhões pelo Fundo Europeu PT2020, que transformou parte das ruínas do antigo Convento Madre Deus de Monchique numa unidade hoteleira com 124 quartos.

O projeto estreia-se em plena pandemia, o que obrigou a adiar o início da operação, inicialmente previsto para abril, e a acomodar a promoção e a oferta à nova realidade. Yasmin Bhudarally, CEO do grupo Neya Hotels, admite que este passo é dado “com receio”. Mas “avançar com a abertura de um hotel novo numa altura destas demonstra que não queremos baixar os braços”. Esta não é a primeira vez que o grupo inaugura um hotel em plena crise. O Neya Lisboa iniciou atividade em 2011, aquando da recessão económica e financeira e, “apesar disso, correu bem”.

A nova unidade hoteleira, situada na margem do rio Douro, vai arrancar em soft opening com todos os 124 quartos aptos para receber hóspedes. “Devido às restrições existentes, não podemos ter a taxa de ocupação acima dos 50%, mas vamos utilizar todos os quartos de forma a fazer a desinfeção completa e respeitar o período de descanso do quarto após o check out dos hóspedes.” As medidas de higiene e segurança foram reforçadas e o hotel foi distinguido com o selo Safe Travels, atribuído pelo World Travel & Tourism Council, que visa reconhecer os destinos que cumprem as regras de combate à covid-19. A funcionar estará também o restaurante Viva Porto, o bar Último, no rooftop, assim como o Kids Club, o Business Center, salas de reuniões e ginásio, com as obrigatórias restrições e regras de distanciamento social.

Nesta fase, o Neya Porto apostou na captação de turistas do mercado ibérico e no segmento famílias, mas o objetivo é ir alargando a comunicação a outras geografias e targets conforme as fronteiras forem abrindo. De acordo com a gestora, as reservas estão alinhadas com a média registada no Porto e com tendência para subir. “Tendo em conta o panorama nacional, que teve uma quebra acentuada no turismo, podemos afirmar que estamos a começar bem”, frisa. O hotel quer também captar o segmento corporate quando as restrições de distanciamento social o permitirem, potenciando a proximidade com o Centro de Congressos da Alfândega do Porto. A nova unidade emprega 40 pessoas.

Reforçar em Lisboa

O grupo tem ainda em perspetiva a consolidação da marca no mercado português, sendo que os planos de expansão integram a construção de um segundo hotel em Lisboa. Contudo, a pandemia obrigou a “reavaliar o plano em função da crise que se instalou no turismo mundialmente”, reconhece Yasmin Bhudarally. Mas ainda é cedo para decisões, até porque “tudo depende do tempo que esta situação dure, se entretanto os países reabrem ou não as suas fronteiras e se realmente existirá uma vacina num futuro próximo, que transmita mais segurança às pessoas”.

Em Lisboa, o grupo reabriu o hotel no início de junho, depois de parte da equipa ter estado em lay-off. No período de encerramento, disponibilizou alojamento e alimentação a famílias de crianças carenciadas no âmbito da iniciativa Quarto Solidário, que será replicada no novo hotel do Porto.

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