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Embaixador chinês confirma memorando sobre Faixa e Rota

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Ao contrário de Espanha, que rejeitou a inclusão na iniciativa, Portugal pretende aderir durante a visita de Xi Jinping, que se inicia amanhã.

O Embaixador da República Popular da China em Portugal, Cai Run, confirmou esta segunda-feira a intenção de Lisboa e Pequim subscreverem um entendimento no quadro da Iniciativa Faixa e Rota, a estratégia internacional de iniciativa chinesa para construção de infraestruturas em corredores de logística comercial.

A assinatura do memorando de entendimento entre os dois países para a inclusão de Portugal na iniciativa tinha já sido antecipada pelo ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, em outubro, durante uma visita a Macau. “Iremos reforçar as nossas relações sobre a iniciativa uma faixa uma rota”, indicou Cai Run.

O entendimento deverá ser assinado durante a estada do presidente chinês, Xi Jinping, que estará em visita oficial a Portugal de amanhã a quarta-feira, chegado da cimeira do G20 que se realizou na Argentina.

O interesse em atrair a China para os portos portugueses tem vindo a ser manifestado em vários momentos pela Presidência da República e pelo governo português. Sines e o porto de águas profundas da Praia da Vitória, no Açores, são vistos como infraestruturas com capacidade de atração de empresas chinesas.

Empresas chinesas – nomeadamente, a Cosco – têm já presença em portos espanhóis como o de Valencia. No entanto, o governo de Espanha, onde Xi Jinping se deslocou no final do mês passado, rejeitou a assinatura de um memorando de entendimento para a inclusão do país na iniciativa Faixa e Rota. A decisão foi tomada por Madrid devido ao facto de a União Europeia ter, ela própria, lançado uma iniciativa de promoção de infraestruturas nos corredores euroasiáticos.

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