Embaixador chinês no Reino Unido lamenta decisão “dececionante" sobre Huawei

A partir de 01 de janeiro de 2021 passa a ser proibida a compra de qualquer novo equipamento 5G da Huawei.

O embaixador da China no Reino Unido, Liu Xiaoming, considerou "dececionante e equivocada" a decisão do Governo britânico de banir a Huawei da infraestrutura de redes de quinta geração (5G) do país.

Em resposta ao anúncio feito na terça-feira pelo Governo de Boris Johnson, o diplomata chinês questionou, através de uma mensagem na rede social Twitter, a capacidade do Reino Unido de oferecer um ambiente "justo" para as empresas estrangeiras.

"A decisão do Reino Unido sobre a Huawei é dececionante e errada. Agora tornou-se questionável se o Reino Unido pode oferecer um ambiente de negócios aberto, justo e não discriminatório para as empresas de outros países", disse.

A partir de 01 de janeiro de 2021 passa a ser proibida a compra de qualquer novo equipamento 5G da Huawei. As operadoras de telemóvel britânicas vão ter ainda de remover todo o equipamento da empresa chinesa usado na infraestrutura de telecomunicações 5G do país até ao final de 2027.

A decisão foi tomada na terça-feira numa reunião do Conselho de Segurança Nacional presidida pelo primeiro-ministro, Boris Johnson, como resposta a sanções impostas pelos Estados Unidos à Huawei em maio.

Depois de tomar conhecimento da decisão, o diretor de comunicações da Huawei no Reino Unido, Ed Brewster, disse à cadeia televisiva BBC que a proibição se "deveu à pressão exercida pelos Estados Unidos".

"Acho que é claro que isto não é uma questão de segurança, mas comercial. É uma campanha dos Estados Unidos focada em atacar os nossos negócios e tecnologia, e isto ocorre porque os Estados Unidos estão atrasados em termos tecnológicos", acusou.

Brewster também rejeitou a perceção generalizada de que a empresa chinesa é uma subsidiária do Estado chinês.

"É a perceção, mas está incorreta. Somos uma empresa privada de tecnologia", garantiu.

Em janeiro passado, Londres autorizou a Huawei a fornecer equipamento para partes não estratégicas da rede 5G, considerando que representava um risco "controlável" para a segurança nacional.

A mudança de posição do Executivo britânico ocorre após levar em conta a decisão anunciada em maio pelos Estados Unidos, de restringirem a venda de ‘chips' ao grupo chinês, o que poderia comprometer a cadeia de fornecimento.

A Huawei opera no Reino Unido há mais de 20 anos e esteve envolvida no desenvolvimento das redes 2G, 3G e 4G, sendo o equipamento considerado mais barato e avançado do que o dos concorrentes, mas os EUA alegam que a empresa representa uma ameaça devido à sua alegada proximidade ao regime chinês.

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