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EMEL vai fiscalizar, multar e rebocar 24 horas por dia, 7 dias por semana

Fotografia: Nuno Fox
Fotografia: Nuno Fox

O alargamento da fiscalização foi confirmado à comissão de mobilidade e segurança da Assembleia Municipal de Lisboa, noticia o jornal online O Corvo.

A partir de 2018, a Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) vai estar nas ruas 24 horas por dia, sete dias por semana. A notícia é avançada pelo jornal online da região de Lisboa O Corvo, que refere que embora ainda estejam por definir as zonas “a ser alvo de uma especial atenção”, é “quase certo que a mudança abrangerá toda a cidade”.

O início da fiscalização durante a totalidade do período noturno tem o objetivo de “proteger as zonas reservadas a residentes dos abusos de terceiros e detetar infrações ao código da estrada, como parqueamentos em cima do passeio ou de passadeiras”, refere a publicação.

O alargamento da fiscalização da EMEL terá sido confirmado aos membros da comissão de mobilidade e segurança da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) por Luís Natal Marques, presidente do conselho de administração da empresa municipal, e pelo vogal Jorge Oliveira: “Em 2018, vamos começar a trabalhar 24 horas por dia”, disse Jorge Oliveira, citado pelo O Corvo.

Os representantes da EMEL respondiam a questões dos deputados municipais sobre uma petição que solicita o alargamento para três anos da validade dos dísticos de residente, apresentada pelo Movimento Cívico Vizinhos do Areeiro, mas mostraram-se “pouco recetivos”, diz O Corvo, por entenderem que poderá agravar problemas já existentes, como “o desfasamento entre o número real de residentes das zonas de parqueamento e o de dísticos atribuídos a essas áreas” e o aproveitamento da atual limitação horária do período de fiscalização “para ocupar indevidamente lugares de estacionamento dos residentes, durante a noite”.

O Corvo diz ainda que a data “ainda está por definir”, mas que o novo horário poderá entrar em funcionamento logo em janeiro. A fiscalização poderá ocorrer em qualquer área concessionada à EMEL, mas terá “especial incidência” nas zonas descritas por Luís Natal Marques, em declarações ao jornal, à margem da AML, consideradas “mais problemáticas”.

De acordo com Jorge Oliveira, “a fiscalização será feita em moldes diferentes daqueles em que se realiza durante os períodos diurnos”. A operação será assegurada “com recurso a um scan car, um veículo com um equipamento de leitura ótica de matrículas que, circulando a 60 quilómetros hora, identificará todas as viaturas que possam estar em situação de infração”, explica O Corvo, que acrescenta que “os fiscais não hesitarão, porém, se os seus olhos detetarem um carro em cima do passeio ou da passadeira”.

Contactada pelo Dinheiro Vivo, a EMEL diz não validar a informação por não ter ainda emitido nenhum comunicado sobre o assunto.

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